Acordo de Livre Comércio entre Mercosul e União Europeia
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) entra em vigor de maneira provisória nesta sexta-feira, dia 1º. Com isso, o Brasil passará a exportar um total de mais de 5 mil produtos com tarifa zero, o que representa mais de 80% das importações da União Europeia de bens brasileiros em 2025.
Opiniões sobre o Acordo
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, afirma que “o acordo representa uma oportunidade para ampliar, de forma significativa, a presença do Brasil no mercado internacional e fortalecer a agenda de competitividade industrial do país”.
Produtos Isentos e Setores em Destaque
Dos mais de 5 mil produtos que gozarão de isenção de tarifas, alguns já são desonerados e 2.932 terão tarifas zeradas pela primeira vez. Desses, 2.714, o que equivale a 93%, são bens industriais. Entre os setores que se destacam, podemos citar:
- Máquinas e equipamentos (21,8%);
- Alimentos (12,5%);
- Produtos de metal (9,1%);
- Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8,9%);
- Químicos (8,1%).
A União Europeia importou, em 2025, um total de US$ 607,7 milhões do setor de máquinas e equipamentos brasileiro. Com a implementação do acordo de livre comércio, quase 96% desse valor entrará no mercado europeu sem tarifas.
Implementação e Monitoramento do Acordo
Para acompanhar e apoiar a execução do acordo, a CNI e outras entidades da indústria do Mercosul, incluindo a Câmara de Indústrias do Uruguai, a União Industrial Argentina e a União Industrial Paraguaia, estabelecerão, em parceria com a BusinessEurope, um comitê do setor privado.
A nota da CNI menciona que “a iniciativa vai apoiar as empresas dos dois blocos econômicos na adaptação ao novo ambiente de negócios e na identificação de oportunidades concretas”.
Importância da Competitividade
A nota prossegue ressaltando que “o fortalecimento da competitividade doméstica será determinante para maximizar os ganhos do acordo. Medidas voltadas à redução do custo Brasil, à melhoria da infraestrutura, ao estímulo à inovação e ao aumento da produtividade continuarão sendo decisivas para que a indústria brasileira amplie sua presença no mercado europeu”.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


