Meta interrompeu pesquisa interna que sugere prejuízos das redes sociais, revela processo judicial.

Meta interrompeu pesquisa interna que sugere prejuízos das redes sociais, revela processo judicial.

by Patrícia Moreira
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Meta Interrompe Pesquisa Interna

Meta suspendeu uma pesquisa interna que supostamente demonstrava que pessoas que deixaram de usar o Facebook se tornaram menos depressivas e ansiosas, conforme revelado em um processo legal divulgado na última sexta-feira.

Projeto Mercury

A gigante das redes sociais é acusada de ter iniciado o estudo, denominado Projeto Mercury, no final de 2019, com o intuito de "explorar o impacto que nossos aplicativos têm sobre a polarização, o consumo de notícias, o bem-estar e as interações sociais diárias", de acordo com o documento legal, protocolado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia.

Detalhes do Processo

O processo contém informações recém-desclassificadas relacionadas à Meta. O documento legal agora divulgado está conectado a um processo multidistrital de destaque movido por diversos reclamantes, como distritos escolares, pais e procuradores gerais estaduais contra empresas de redes sociais como Meta, Google, YouTube, Snap e TikTok.

Os reclamantes alegam que essas empresas estavam cientes de que suas plataformas causavam diversos danos relacionados à saúde mental de crianças e jovens, mas não tomaram providências, além de terem enganado educadores e autoridades, entre várias outras alegações.

Resposta da Meta

"Discordamos fortemente dessas alegações, que se baseiam em citações selecionadas e opiniões equivocadas na tentativa de apresentar uma imagem deliberadamente enganosa", afirmou Andy Stone, porta-voz da Meta, em uma declaração. "O registro completo mostrará que, ao longo de mais de uma década, ouvimos pais, pesquisamos questões que mais importam e fizemos mudanças reais para proteger os adolescentes — como a introdução de Contas de Adolescentes com proteções integradas e fornecimento de controles para os pais gerenciarem as experiências de seus filhos."

Declaração do Google

Um porta-voz do Google declarou que "esses processos mal interpretam fundamentalmente como o YouTube funciona e as alegações são simplesmente falsas".

"O YouTube é um serviço de streaming onde as pessoas vêm para assistir a tudo, desde esportes ao vivo a podcasts e seus criadores favoritos, principalmente em telas de TV, e não uma rede social onde as pessoas vão para se atualizar sobre amigos", afirmou o porta-voz do Google. "Desenvolvemos também ferramentas dedicadas para jovens, guiadas por especialistas em segurança infantil, que oferecem controle às famílias."

Resposta de Snap e TikTok

Snap e TikTok não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

Metodologia da Pesquisa de 2019

A pesquisa de 2019 da Meta foi baseada em uma amostra aleatória de consumidores que deixaram de usar o Facebook e o Instagram por um mês, segundo o processo. O documento legal alega que a Meta ficou desapontada quando os testes iniciais do estudo mostraram que pessoas que pararam de usar o Facebook "por uma semana relataram menores sentimentos de depressão, ansiedade, solidão e comparação social".

A Meta, segundo a acusação, teria escolhido não "dar alarme" e, em vez disso, interrompeu a pesquisa.

Resultados Não Divulgados

"O negócio nunca divulgou publicamente os resultados de seu estudo de desativação", afirma o processo. "Em vez disso, a Meta mentiu para o Congresso sobre o que sabia."

Declarações de Funcionário

O processo cita um funcionário não identificado da Meta que supostamente disse: "Se os resultados forem ruins e não publicarmos e eles vazarem, isso vai parecer como se as empresas de tabaco fizessem pesquisas e soubessem que os cigarros eram prejudiciais, mantendo essas informações para si."

Resposta de Andy Stone

Stone, em uma série de postagens em redes sociais, contestou a implicação do processo de que a Meta fechou a pesquisa interna após a suposta demonstração de uma relação causal entre seus aplicativos e efeitos adversos à saúde mental.

Stone caracterizou o estudo de 2019 como falho e disse que foi a razão pela qual a empresa se sentiu desapontada. Segundo Stone, o estudo apenas constatou que "pessoas que acreditavam que usar o Facebook era prejudicial para elas se sentiram melhor ao deixá-lo".

Efeitos de Desativação

"Isso é uma confirmação de outras pesquisas públicas (estudos de desativação) que demonstram o mesmo efeito", acrescentou Stone em uma postagem separada. "Isso faz sentido intuitivamente, mas não mostra nada sobre o efeito real de usar a plataforma."

CNBC’s Lora Kolodny contribuiu com a reportagem.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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