Queda significativa das ações da Microsoft
Na última quinta-feira, 10 de agosto, as ações da Microsoft experimentaram sua maior queda diária desde 2020, despencando 10%. No entanto, no pré-mercado da sexta-feira, as ações apresentaram uma leve alta de 0,5%.
Impacto no valor de mercado
A queda das ações resultou em uma redução de US$ 357 bilhões no valor de mercado da gigante do software, evidenciando a magnitude da perda.
Causas da queda
Analistas atribuíram essa movimentação ao desempenho do segmento de computação em nuvem da empresa, que cresceu ligeiramente abaixo das expectativas. O relatório de lucros do segundo trimestre mostrou que, embora a Microsoft tenha superado as previsões de receita dos analistas, o crescimento do Azure, sua plataforma de nuvem, ficou em 39%, abaixo do consenso de 39,4% da StreetAccount. Apesar disso, nos números do primeiro trimestre fiscal, essa área havia registrado um crescimento de 40%.
Declarações da administração
Amy Hood, CFO da Microsoft, declarou que os resultados do setor de nuvem poderiam ter sido melhores se a empresa tivesse alocado mais infraestrutura de data center para os clientes, em vez de priorizar as necessidades internas.
Além disso, a margem operacional implícita para o terceiro trimestre também ficou aquém das expectativas, com a Microsoft prevendo cerca de US$ 12,6 bilhões em receita proveniente do segmento de Computação Mais Pessoal, que inclui o Windows, abaixo do consenso de US$ 13,7 bilhões da StreetAccount.
Análises de mercado
Em uma nota pós-resultado na última quinta-feira, o analista Raimo Lenschow, do Barclays, comentou que a maioria dos investidores focou principalmente no crescimento do Azure para avaliar a saúde do negócio da Microsoft, especialmente em relação ao seu desempenho no setor de inteligência artificial. "Agora parece que a empresa não irá acelerar realmente o Azure a partir daqui, devido à grandeza dos números e à capacidade extra sendo utilizada para suas próprias ofertas de maior margem, como o Co-Pilot e seus próprios esforços de P&D em IA", afirmou.
Mark L. Moerdler, analista da Bernstein, comentou em uma nota de quinta-feira que os investidores precisam entender que a gestão tomou uma decisão consciente para focar no que é melhor para a empresa em longo prazo, em vez de buscar impulsionar o preço das ações neste trimestre ou nos anteriores. "Acreditamos que as restrições de capacidade devem se amenizar", completou.
Perspectivas otimistas
Apesar da queda das ações, o sentimento de alguns analistas continua positivo em relação à Microsoft. O Wells Fargo, em uma nota de quinta-feira, classificou as ações como "sobrepeso", afirmando que a posição inicial da empresa em IA e seu forte posicionamento em um mercado competitivo justificam seu alto preço de negociação.
Fonte: www.cnbc.com


