Performance do Mini-Índice e Dólar Futuro
O mini-índice (WINV25), também conhecido como Ibovespa futuro, apresentou um crescimento de 0,45% nesta segunda-feira (15), encerrando o dia de negociações a 144.785 pontos, um novo recorde próximo dos 145 mil pontos. Em contraste, o dólar futuro para o mês de outubro sofreu uma queda de 0,68%, sendo negociado a R$ 5.337,63.
Em análises realizadas anteriormente, especialistas do BTG Pactual destacaram que, mesmo com a queda observada na sexta-feira passada, o mini-índice mantém uma tendência de alta, com a presença contínua de um fluxo comprador no curto prazo. Vale ressaltar que o comportamento do ativo é positivo, já que apresenta topos e fundos ascendentes. Para que essa tendência se mantenha, foi crucial o rompimento da resistência situada em 144.300, o que efetivamente ocorreu. Com isso, o Ibovespa futuro tem possibilidades de alcançar novos patamares, com metas estabelecidas em 145.700 e 147.700 pontos. Por outro lado, os suportes importantes encontram-se em 143.000 pontos, além da média de 200 períodos, que é de 141.855 pontos.
No que diz respeito ao dólar, na sexta-feira, houve a perda de um nível de suporte. As médias móveis continuam apresentando uma inclinação negativa e os próximos níveis de suporte estão situados em 5.335, que é próximo ao fechamento de hoje, e, em seguida, em 5.300 pontos.
Influência dos Fundamentos no Mini-Índice
O otimismo em relação à reunião do Federal Reserve (Fed) também foram fatores que sustentaram esses movimentos no mercado. Está prevista para esta quarta-feira (17) a divulgação do primeiro corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros em nove meses. Atualmente, a taxa de referência se encontra na faixa de 4,25% a 4,50%.
O mercado está ainda aguardando as projeções econômicas que serão apresentadas pelo Fed, juntamente com a coletiva de imprensa que será conduzida pelo presidente Jerome Powell após a decisão sobre as taxas de juros.
Em âmbito nacional, os dados relativos à atividade econômica corroboram a percepção de uma desaceleração, o que tem gerado expectativas de que o Banco Central do Brasil possa iniciar um ciclo de cortes na taxa Selic a partir de 2026. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na manhã de hoje, a atividade econômica registrou uma queda de 0,5% em julho em comparação ao mês anterior, configurando assim a terceira queda mensal consecutiva. A expectativa dos economistas, conforme pesquisa da Reuters, era de uma redução mais moderada, de -0,2%.
Consequentemente, houve um recuo nas taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs).
No mercado cambial, a moeda americana acompanhou a tendência global de desvalorização. Os investidores interpretaram que a possibilidade de uma redução nas taxas de juros nos Estados Unidos impactou o movimento da divisa. O DXY, um índice que mede a força do dólar em relação a seis outras moedas globais, também apresentou uma queda de 0,29%, alcançando 97.328 pontos.

