Mini-índice avança 0,45% e dólar futuro recua 0,48%, atentos ao Fed.

Mini-índice e Dólar Futuro: Fechamento do Mercado

Na terça-feira, 16 de outubro, o mini-índice (WINV25), também conhecido como Ibovespa futuro, encerrou o dia com uma alta de 0,45%, alcançando a marca de 145.450 pontos. Esse movimento foi impulsionado pelo otimismo do mercado à véspera da reunião do Federal Reserve (Fed). Em contraste, o dólar futuro com vencimento em outubro apresentou uma queda de 0,48%, finalizando a sessão cotado a R$ 5,3140.

Desempenho do Mini-índice

No dia anterior, 15 de outubro, o mini índice já havia batido um recorde, atingindo 145.805 pontos. De acordo com a análise técnica elaborada pelo BTG Pactual, o movimento do índice permanece com viés positivo no curto prazo. Os analistas ressaltam que a ocorrência de uma correção tática até o suporte dos 143.000 pontos é um comportamento natural do mercado e não deve alterar a tendência de alta percebida.

As médias móveis seguem demonstrando uma inclinação positiva, e o próximo alvo projetado para o índice está fixado em 147.700 pontos.

Movimentação do Dólar Futuro

O dólar futuro (WDOV25) intensificou sua queda durante o mesmo período. Segundo a equipe do BTG Pactual, há ainda a possibilidade de uma recuperação tática de curto prazo; contudo, o viés vendedor se mantém. O próximo alvo de queda previsto para a moeda está estabelecido em 5.300.

  • ESPECIAL COPOM: Acompanhe a decisão de juros no Brasil e nos EUA ao vivo a partir das 18:30, é só clicar aqui:

Influências Externas

No cenário internacional, o DXY, índice que avalia a força do dólar em relação a seis outras moedas, registrou uma queda de 0,69%, situando-se a 96,67 pontos. Essa movimento ampliou a pressão de baixa sobre a moeda americana.

Os investidores continuam a acreditar que o Federal Reserve irá anunciar, na quarta-feira, um corte de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros, atualmente estabelecidas entre 4,25% e 4,50%. O resultado da reunião será seguido por projeções econômicas e por uma coletiva de imprensa do presidente Jerome Powell.

A expectativa de que o Fed irá reduzir sua taxa de referência em pelo menos 25 pontos base tem sido um fator que impulsiona a queda nos rendimentos dos títulos norte-americanos (Treasuries), contribuindo, por sua vez, para a desvalorização do dólar.

Impacto Econômico no Brasil

Essa tendência também resulta em uma nova queda da moeda estadunidense em relação ao real, em um contexto onde a percepção é de que o diferencial de juros, com a expectativa de taxas menores nos EUA e níveis ainda elevados no Brasil, favorece a atratividade do mercado brasileiro.

Além disso, no Brasil, o IBC-Br, que é uma prévia do PIB, indicou uma retração de 0,5% em julho em comparação a junho, marcando a terceira queda mensal consecutiva. Esse indicador reforça os sinais de uma desaceleração na economia brasileira.

Com a combinação da expectativa de juros menores nos Estados Unidos e a desaceleração da atividade econômica local, as taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) apresentaram uma redução generalizada.

Related posts

Fundo imobiliário finaliza leilão de cotas em liquidação; IFIX registra nova sequência de perdas.

Agenda dos Indicadores Econômicos que Impactam as Bolsas nesta Quinta-feira (09/07/2026)

Cacau atinge maior valor em 7 meses em Londres; açúcar bruto atinge pico em quase 2 meses.

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais