Ministro afirma que acordo comercial entre Canadá e EUA está “quase selado”

Progresso nas Negociações Comerciais entre Canadá e EUA

O Canadá e os Estados Unidos estão “muito perto” de alcançar um acordo comercial que pode resultar na redução de várias tarifas e medidas retaliatórias que têm sido aplicadas ao longo dos últimos meses. No entanto, de acordo com um alto funcionário canadense, ainda há muitos pontos a serem resolvidos.

Declarações do Ministro Canadense

Dominic LeBlanc, que ocupa o cargo de ministro responsável pelo comércio com os Estados Unidos, fez essas afirmações após uma reunião com o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em Washington. O encontro ocorre em um contexto onde ambas as nações estão sob a pressão de um prazo estabelecido pelo presidente dos EUA, Donald Trump. O presidente advertiu que, caso não haja um acordo, uma nova tarifa de 50% poderá ser imposta sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, a partir da meia-noite do sábado.

Possíveis Impactos de um Acordo

Um acordo entre as duas nações seria um passo significativo em direção ao afastamento da tensão que marcou quase dois anos de relações comerciais oscilantes entre esses parceiros de longa data. Além disso, poderia facilitar as negociações mais amplas para a renovação do tratado comercial que envolve Estados Unidos, México e Canadá.

LeBlanc assegurou aos jornalistas que as partes estão progredindo nas discussões. “Estamos muito perto. Continuamos a progredir e vamos permanecer aqui para realizar o trabalho necessário”, afirmou.

Detalhes das Negociações

LeBlanc, acompanhado pela principal negociadora comercial do Canadá, Janice Charette, esteve em uma conversa que durou mais de três horas com Greer. Ao deixar o escritório do USTR, LeBlanc mencionou que Charette continuaria as discussões.

As informações obtidas indicam que o acordo proposto incluiria a redução da tarifa máxima sobre veículos fabricados no Canadá de 25% para 15%, além de uma diminuição pela metade das tarifas sobre aço e alumínio canadenses, que seriam reduzidas para 25%.

Questões Pendentes

No entanto, algumas questões fundamentais permanecem sem resposta. Uma delas diz respeito à implementação e ao tratamento do conteúdo abrangido pelo Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA) e se o Canadá seria levado em conta para os fins de tarifas, ou se os Estados Unidos teriam a liberdade de alterar as regras estabelecidas.

Outra questão em aberto envolve a aprovação do conteúdo canadense por veículo e se ele seria contabilizado de maneira abrangente. Além disso, estão sendo debatidos os limites atuais para peças que podem ser isentas da tarifa alfandegária máxima.

Mudanças nas Tarifas

As conversas em Washington também se concentram em obter mais clareza sobre como a tarifa seria implementada e de que forma o valor seria calculado. Inicialmente, Trump definiu que as tarifas entrariam em vigor na quarta-feira, mas posteriormente concedeu uma prorrogação de três dias para que as negociações pudessem ser concluídas. Ele expressou otimismo de que um acordo é possível.

Ao contrário de várias tarifas anteriores adotadas por Trump, as novas taxas afetariam até mesmo produtos que se qualificam para tratamento preferencial sob o USMCA. Essa situação representa um risco adicional para a economia canadense.

Concessões e Restrições

Trump comentou na quarta-feira sobre a possibilidade de fazer algumas concessões tarifárias, sugerindo que um acordo também poderia resultar na eliminação das tarifas canadenses que afetam produtos americanos.

Diversos líderes das dez províncias canadenses relataram que Carney os havia aconselhado a eliminar as restrições sobre a venda de bebidas alcoólicas americanas. Essa questão é especialmente delicada para Washington, uma vez que o Canadá gaba-se de proteger sua indústria local em certos setores.

Desde a imposição das tarifas de Trump sobre produtos canadenses no ano anterior, várias províncias interromperam a distribuição de bebidas alcoólicas americanas. Além disso, muitos cidadãos canadenses se comprometeram a não adquirir bebidas desses produtos, mesmo que estas retornem às prateleiras das lojas.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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