Declaração do Ministro sobre Aumento de Preços
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, manifestou uma posição contrária ao que é defendido por setores da indústria quanto ao aumento de preços associado ao término da escala 6×1. Essa afirmação é feita em meio a relatos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que argumenta que a diminuição da jornada de trabalho acarretará um aumento significativo nos custos, influenciando a inflação.
Avaliação do Ministro
Na visão de Márcio Elias Rosa, a transição não resultará necessariamente em um impacto econômico negativo. As declarações foram dadas durante uma participação no programa "Bom Dia, Ministro", produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na sexta-feira, dia 24.
“É um argumento de defesa e de reforço do seu posicionamento. […] Quem é contrário, precisa de fato colocar na mesa os seus argumentos para que a gente possa edificar. Só assim que se constrói. O que eu acho é que não há esse impacto [nos preços e nos custos]”, afirmou o ministro.
Diálogo entre Governo e Setor
O ministro também enfatizou a importância do diálogo entre o governo e o setor empresarial sobre essa questão. Ele destacou que cabe ao Congresso Nacional avaliar os argumentos apresentados e decidir se adotará a proposta que vem do Palácio do Planalto.
“O governo tem uma posição da jornada de 5×2. Há pessoas que entendem de modo oposto. Vamos levar ao Legislativo para ver como fica a proposta”, declarou Márcio Elias Rosa.
Projeções da CNI sobre Impactos Econômicos
A CNI realizou um levantamento que sugere que a redução da jornada de trabalho pode acarretar consequências financeiras significativas para as empresas. O estudo indica que a adoção da nova escala de trabalho pode resultar em um acréscimo de custos que varia entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano, referentes a empregados formais na economia.
Cenários Considerados
A projeção da CNI abrange dois cenários que poderiam ser utilizados para manter o nível de horas trabalhadas nos setores. O primeiro cenário envolve a possibilidade de realização de horas extras pelos empregados atuais, enquanto o segundo considera a alternativa da contratação de novos trabalhadores, o que também poderia ajudar a atender à demanda por horas trabalhadas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


