Indicadores Econômicos do PIB-FGV
Conforme as informações do Monitor do PIB-FGV, a atividade econômica do Brasil apresentou um crescimento de 0,9% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao quarto trimestre de 2025, levando em consideração os dados ajustados sazonalmente. Contudo, no mês de março, houve uma retração de 0,6% em relação a fevereiro. Ao analisar o desempenho em um contexto anual, o crescimento foi de 1,5% no trimestre e de 2,5% em março. O acumulado nos últimos 12 meses até o primeiro trimestre indicou uma expansão de 1,9%.
Setores que Contribuíram para o Crescimento
A Fundação Getulio Vargas (FGV) reportou que esse crescimento foi distribuído entre diversas áreas da economia. Os setores de agropecuária, indústria e serviços contribuíram de forma positiva para o resultado agregado, com a maioria das atividades analisadas apresentando um desempenho favorável. A única exceção foi o segmento de transportes, que registrou uma retração.
Análise do Crescimento do PIB
De acordo com Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, “o crescimento de 0,9% do PIB foi disseminado entre as atividades. Além da contribuição positiva nas três grandes atividades econômicas (agropecuária, indústria e serviços), na análise mais desagregada, a maioria das doze atividades analisadas apresentou crescimento, sendo os transportes a única exceção. A partir da perspectiva da demanda, o desempenho foi bastante positivo, com o consumo das famílias e os investimentos (representados pela formação bruta de capital fixo) apresentando bons resultados. No entanto, o único aspecto que apresentou um declínio foram as exportações.”
Consumo das Famílias e Investimentos
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias teve um desempenho positivo, com o indicador crescendo 1,4% no primeiro trimestre de 2026. Esse resultado representa o melhor desempenho desde o trimestre móvel que se encerrou em julho do ano anterior. O crescimento foi sustentado por avanços em todos os componentes de consumo, com maior destaque para os setores de serviços e bens duráveis.
Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), também apresentaram resultados positivos durante o trimestre. Após registrar retrações nos períodos encerrados em janeiro e fevereiro, a FBCF avançou 0,9% no primeiro trimestre de 2026. Esse crescimento foi principalmente impulsionado pelo setor de construção e pelo grupo de outros produtos de investimento. Embora o segmento de máquinas e equipamentos continue a observar uma queda, a intensidade dessa retração foi menor em comparação aos períodos anteriores.
Setor Externo e Comércio Exterior
Em relação ao comércio exterior, as exportações apresentaram uma expansão de 6,5% no primeiro trimestre de 2026. Apesar de uma desaceleração em relação ao final de 2025, esse resultado permaneceu robusto, sendo impulsionado pelo desempenho do setor extrativo mineral, especialmente em relação às vendas de petróleo para o exterior. Por outro lado, as exportações de produtos agropecuários e de bens intermediários enfrentaram retração.
As importações, por sua vez, recuaram 1,3% pelo segundo trimestre consecutivo. O aumento nas compras externas de bens de consumo não foi suficiente para compensar a redução nas importações de bens intermediários, além das quedas notadas nos segmentos agropecuário, extrativo mineral e de bens de capital.
Movimentação Econômica e Taxa de Investimento
Em valores correntes, o Monitor do PIB-FGV estima que a economia nacional movimentou R$ 3,443 trilhões acumulados até o primeiro trimestre de 2026. No mesmo período, a taxa de investimento alcançou 19,1%.
Fonte: br.-.com


