Análise da Agibank e sua Valorização pelo Morgan Stanley
De acordo com uma análise realizada pelo Morgan Stanley, os investidores estão subestimando a durabilidade e as oportunidades de crescimento do Agibank. O banco iniciou a cobertura do banco digital brasileiro com uma classificação de "overweight" e um preço-alvo de R$ 21, o que implica um potencial de valorização de 100% em relação ao fechamento das ações na sexta-feira passada. Desde sua abertura de capital no mês passado, as ações da AGI caíram 12,5%. O preço inicial da oferta pública foi fixado em R$ 12 por ação. Vale ressaltar que o Morgan Stanley foi um dos subscritores da IPO.
Foco em Aposentados
O analista Jorge Kuri destacou que o foco principal do Agibank é atender os aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do Brasil. Segundo ele, existe um potencial forte de crescimento nos lucros, sustentado por um modelo de distribuição diferenciado, aceleração na participação de mercado, provisões conservadoras e um ciclo de cortes nas taxas de juros que se aproxima. O analista observou que as ações estão sendo negociadas com descontos significativos em relação ao P/E e PEG quando comparadas a seus concorrentes.
Kuri acrescentou que a combinação atraente da avaliação justa, do crescimento robusto dos lucros e dos retornos de alta qualidade faz com que as ações se destacam especialmente no cenário atual. Ele observou que os investidores ainda podem não estar incorporando esses fatores em suas avaliações. "Atualmente, a AGIBANK é negociada a um desconto significativo em relação aos pares, com um P/E de 2027 que apresenta um desconto de 40% e um desconto ainda maior quando ajustado para o crescimento (PEG baixo em comparação aos concorrentes, com um desconto de 70%). Em nossa visão, o mercado não percebe a durabilidade dos lucros e o crescimento estrutural incorporado na franquia", escreveu o analista.
Principais Impulsores de Crescimento
Ao olhar para o futuro, Kuri identifica três motores principais de crescimento para os lucros do banco. O primeiro ponto mencionado refere-se aos empréstimos respaldados pelo INSS, que representam 79% da carteira de crédito da instituição. Este segmento de empréstimos consignados já demonstrou um crescimento consistente anteriormente, e o analista sugere que esse crescimento deve acelerar à medida que as taxas de juros diminuírem. Ele acredita que o Agibank continuará a ampliar sua participação no mercado de empréstimos consignados respaldados pelo INSS.
Expansão de Produtos
Além do foco em empréstimos consignados, o banco também tem investido na expansão de sua linha de produtos. "O Agibank diversificou sua atuação para incluir empréstimos consignados públicos e privados, depósitos, pagamentos via PIX, cartões, empréstimos pessoais não garantidos e seguros. Essas adjacências oferecem oportunidades de cross-selling de baixa penetração e suportam um crescimento mais sólido tanto em crédito quanto em taxas, além de aumentar o valor vitalício do cliente e melhorar a adesão ao financiamento", afirmou Kuri.
Modelo de Distribuição
O analista elogiou ainda o modelo de distribuição do Agibank, que utiliza os Smart Hubs. Esses hubs têm como alvo uma base de clientes mais velha e de baixa renda, que apresenta uma limitada confiança digital e financeira. Em comparação com agências tradicionais, esses hubs custam 90% menos e oferecem a vantagem adicional de permitir a adesão presencial, eliminando a necessidade de corretores de terceiros, que podem ser custosos.
Em suma, a análise do Morgan Stanley sugere uma visão otimista sobre o futuro do Agibank, baseando-se em métricas de crescimento robustas e na capacidade do banco de expandir e atender a um nicho específico no mercado brasileiro.
Fonte: www.cnbc.com


