Perspectivas de MP Materials
Atualização de Classificação pela Morgan Stanley
O banco Morgan Stanley destacou a MP Materials como uma ação que pode se beneficiar com os esforços da administração Trump para trazer a produção de terras raras mais próxima dos Estados Unidos. A instituição elevou a classificação da mineradora de terras raras para "overweight" (acima da média) de "in-line" (em linha). O analista Carlos De Alba também aumentou sua estimativa de preço para as ações da empresa, passando de US$ 68,50 para US$ 71. Neste ano, as ações da MP Materials apresentaram um aumento significativo de 296%. A nova previsão de De Alba sugere que a empresa pode ter ainda 15% de crescimento adicional pela frente.
Cadeia de Suprimentos Doméstica
Como um dos principais fatores que favorecem a MP, De Alba mencionou o desenvolvimento de uma "cadeia de suprimento de terras raras totalmente doméstica, do minério ao ímã, nos Estados Unidos". Essa iniciativa posiciona a empresa de maneira estratégica para se beneficiar do esforço do país em desenvolver cadeias de suprimento independentes da China. Embora Pequim tenha suspendido suas restrições sobre terras raras por um ano, o analista enfatizou que essa pausa não resolve questões críticas relacionadas a minerais ou à dependência dos Estados Unidos, nem simplifica o longo e complicado processo de obtenção de licenças de exportação.
Tensões Geopolíticas e Valor Estratégico
De acordo com De Alba, as tensões geopolíticas, apesar de estarem temporariamente reduzidas, continuam a levantar dúvidas sobre o fornecimento desses componentes críticos. Esse cenário eleva o valor estratégico da MP Materials, como demonstrado pelo acordo histórico firmado com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos no verão passado e, mais recentemente, pela joint venture entre o DoD, a MP e a empresa de mineração da Arábia Saudita, Ma’aden.
Acordo com o Departamento de Defesa
O analista destacou o recente acordo da MP com o Departamento de Defesa dos EUA e a empresa de mineração saudita Ma’aden como um fator positivo para a empresa. Nesse acordo, o Departamento de Defesa financiará a parte americana do desenvolvimento de uma refinaria de terras raras na Arábia Saudita. Além disso, esse pacto oferece à MP "uma flexibilidade significativa na área de upstream sem custos de capital". Para De Alba, esse acordo é uma prova de que "os EUA efetivamente escolheram a MP Materials como a solução americana" para a questão das terras raras.
Integração Vertical
O contrato também ressalta a estratégia de integração vertical da MP, que visa controlar todo o processo, desde a extração do minério até a produção de ímãs. Isso a torna a única fornecedora global totalmente integrada de ímãs permanentes, conforme acrescentou o analista.
Fonte: www.cnbc.com


