Prejuízo bilateral e desaceleração nas vendas impactam a Natura &Co
Nesta terça-feira, dia 11 de novembro, o Índice Bovespa (BOV:IBOV) registrou um aumento de 1,60%, alcançando 157.749 pontos. Contudo, nem todas as empresas celebraram esse desempenho positivo na bolsa de valores brasileira. Algumas companhias enfrentaram quedas acentuadas após a divulgação de balanços que não geraram expectativas favoráveis. A Natura &Co (BOV:NATU3), empresa referente ao setor de cosméticos e produtos de beleza, proprietária de marcas conhecidas como Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, liderou as perdas ao registrar uma queda de 15,65%, encerrando o dia a R$ 7,76. Essa desvalorização é resposta a um prejuízo líquido de R$ 1,926 bilhão no terceiro trimestre de 2025, representando uma redução de 71,2% em comparação ao mesmo período do ano anterior.Embora essa operação tenha sido menos pior do que o ano anterior, ainda assim foi um número negativo que frustrou os investidores, especialmente devido à desaceleração no mercado brasileiro e as dificuldades operacionais enfrentadas na América Latina, cuja classificação, segundo o CEO João Paulo Ferreira, foi de “decepcionante”.
Quedas de outras empresas no mercado
Na sequência das maiores quedas do dia, a Porto Seguro (BOV:PSSA3), uma seguradora que oferece produtos de seguros automotivos, residenciais e de saúde sob a marca Porto, viu suas ações caírem 7,64%. O motivo foi a divulgação de um lucro de R$ 832 milhões, que, embora representasse um crescimento de 13% em relação ao ano anterior, foi interpretado pelo mercado como um resultado aquém das expectativas. Outros fatores operacionais podem ter influenciado essa reação. A BB Seguridade (BOV:BBSE3), que é o braço de seguros e previdência do Banco do Brasil e oferece produtos como o BB Seguro Auto, sofreu uma queda de 2,27%. Isso ocorreu após o JPMorgan rebaixar sua recomendação de neutro para venda, diminuindo o preço-alvo de R$ 40 para R$ 34.
A Usiminas (BOV:USIM5), uma siderúrgica com foco na produção de aços planos e laminados, obteve uma desvalorização de 1,86%, influenciada pela fraqueza nos preços do aço e por uma demanda industrial que se apresentou mais fraca. A Rede D’Or São Luiz (BOV:RDOR3), uma rede de hospitais que inclui unidades como o Hospital São Luiz, registrou uma queda de 1,82%, situada na quinta posição entre as maiores perdas do Ibovespa. Essa queda ocorreu em meio a um processo de integração estratégica da Maternidade São Luiz Star, embora não tenha gerado informações que possam incentivar otimismo entre os investidores no curto prazo.
No setor financeiro, poucas instituições enfrentaram perdas significativas, mas a Caixa Seguridade (BOV:CXSE3), ligada à Caixa Econômica Federal e que oferece produtos de seguros e capitalização, viu suas ações caírem marginalmente 0,06%, sem que fatores negativos específicos tenham sido destacados. O desempenho do mercado revela que balanços que não atenderam às expectativas continuam a impactar negativamente os resultados das empresas, conforme observado no caso da Natura (BOV:NATU3), cujo prejuízo endurecido e a desaceleração nas vendas ofuscam quaisquer perspectivas otimistas para 2026, conforme expressado pela gestão.
Assim, enquanto o Índice Bovespa (BOV:IBOV) continua a alcançar novos recordes, empresas que enfrentam desafios operacionais, como Porto Seguro (BOV:PSSA3) e BB Seguridade (BOV:BBSE3), evidenciam que rebaixamentos por analistas podem provocar saídas rápidas de posições no mercado.
Análise Técnica — Natura (NATU3)
O pregão desta terça-feira trouxe intensa volatilidade para as ações da Natura (BOV:NATU3), que desabaram 15,65%, encerrando o dia cotadas a R$ 7,76, figurando entre as principais quedas do Índice Bovespa. A movimentação reflete não apenas a influência do prejuízo bilionário registrado no terceiro trimestre de 2025, mas também um claro rompimento técnico de suporte, sinalizando uma pressão vendedora em um horizonte de curto prazo.
Cenário de Baixa
A ação da Natura iniciou o dia com um gap de baixa expressivo, rompendo decisivamente o suporte em R$ 8,07 e confirmando a formação de um padrão de pivô de baixa de médio prazo. O alvo projetado para essa tendência está situado em R$ 6,57, com uma extensão de movimento prevista até R$ 6,26. A sequência de candles longos e volumosos com corpos vermelhos reafirma a predominância dos ursos, ou seja, dos vendedores, indicando que a tendência de baixa deve continuar enquanto as ações permaneçam abaixo da resistência de R$ 9,40.
Cenário de Alta
Apesar da pressão vendedora significativa, o gráfico sugere que uma banda inferior foi rompida, o que pode ser um sinal de possível exaustão da queda no curtíssimo prazo. Se o ativo demonstrar capacidade de reação e efetuar um rompimento da resistência nos R$ 9,40, o primeiro alvo técnico a ser buscado será em R$ 9,59, seguido de resistências previstas em R$ 10,47 e R$ 10,65, que podem atuar como barreiras em uma eventual correção técnica ou repique de alta.
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Aviso ao Investidor
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Fonte: br.-.com