Neogrid (NGRD3) aprova OPA e define data para saída da B3; confira os detalhes do fechamento de capital.

Neogrid encerra ciclo como companhia aberta

A Neogrid (NGRD3) tomou uma decisão significativa para concluir sua trajetória como uma empresa de capital aberto. Em um fato relevante divulgado na quinta-feira, 21 de setembro, o conselho de administração da companhia emitiu um parecer favorável à Oferta Pública de Aquisição (OPA), que pretende tanto a aquisição do controle da empresa quanto o cancelamento de seu registro na bolsa brasileira.

Com essa aprovação, a empresa, com sede em Santa Catarina, deverá deixar o Novo Mercado e será integrada ao ecossistema do Grupo Hindiana, ferramenta de investimentos sob a liderança de Alfredo Villela Filho. O leilão da OPA já está programado para ocorrer no dia 27 de maio de 2026.

O preço da oferta e a pressão dos minoritários

A proposta original apresentada pelo Grupo Hindiana em dezembro de 2025 estabelecia um pagamento de R$ 29 por ação. Contudo, em virtude da resistência de acionistas minoritários, como o Fundo L4, esse valor foi revisado. Após a análise de um laudo independente elaborado pela Seneca Evercore, o preço final foi determinado em R$ 30,89 por ação. Este montante ainda irá passar por atualização com base na taxa Selic, correspondente ao período entre 30 de setembro de 2025 até a data da liquidação financeira. De acordo com o conselho, a metodologia de Fluxo de Caixa Descontado (FCD) foi considerada a mais apropriada para definir esse valor.

Mudança de cenário e estratégia

A saída da Neogrid do mercado de ações reflete uma mudança no apetite do mercado em relação às empresas de tecnologia. A companhia foi listada em 2020 em meio a um período de grande euforia e juros baixos, mas, com o avanço do ciclo de alta das taxas de juros e um aumento na seletividade dos investidores em relação à geração de caixa, sua liquidez e avaliação passaram a sofrer pressão.

Alerta ao acionista

O conselho da empresa destacou que os acionistas que decidirem não participar da OPA enfrentarão riscos consideráveis. Caso o registro seja de fato cancelado, os acionistas minoritários que permanecerem na empresa enfrentarão uma redução significativa na liquidez e na transparência regulatória. Isso ocorrerá uma vez que a companhia deixará de ter a obrigatoriedade de divulgar fatos relevantes e demonstrações financeiras trimestrais.

Até o momento, a adesão à oferta é considerada altamente provável, dado que acordos já estabelecidos garantem a participação de cerca de 21% das ações que estão atualmente em circulação no mercado.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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