Ninguém confia na candidatura de Flávio Bolsonaro, afirma presidente do PT

Situação Política Atual

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, afirmou na terça-feira, dia 9, que a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência não será levada a sério. A declaração foi feita após o próprio candidato ter mencionado em diversas ocasiões que poderia desistir da corrida presidencial.

Críticas à Candidatura

Edinho comentou sobre a inconstância da candidatura: “Ninguém se lança candidato em um dia e abre para negociar no dia seguinte. Eu nunca vi isso em 40 anos de vida pública”, disse ele durante uma conversa com jornalistas. Ele ressaltou que não é apenas ele, mas que ninguém consideraria uma candidatura que se apresenta com tanta vacilação.

Flávio Bolsonaro anunciou sua candidatura na última sexta-feira, alegando que seu pai, Jair Bolsonaro, atualmente preso há 20 dias, o designou como seu representante nas eleições de 2026. A escolha de Flávio desagradou partidos do centrão, como o PP e os Republicanos, que esperavam obter o apoio do ex-presidente para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Reação do Mercado

A indicação de Flávio Bolsonaro pelo ex-presidente gerou uma reação negativa no mercado financeiro, uma vez que ele apresenta números significativamente mais baixos nas pesquisas de intenção de voto em comparação a Tarcísio de Freitas.

Mudanças na Postura do Senador

No último fim de semana, Flávio indicou a possibilidade de abrir mão de sua candidatura, mas sublinhou que essa decisão teria um custo. Desde então, houve diversas reviravoltas. Na segunda-feira, 8, em entrevista à Folha de S. Paulo, o senador afirmou que sua candidatura é "irreversível", exceto se seu pai, Jair Bolsonaro, for libertado e puder concorrer à Presidência.

Implicações para Tarcísio

O anúncio de Flávio, apesar de estar fora do período formal de candidatura, complica as perspectivas de uma candidatura independente por parte de Tarcísio de Freitas. Ele teria que abrir mão do apoio direto de Bolsonaro, o que é considerado positivo por membros do governo e do PT para uma eventual reeleição do presidente Lula.

O governador Tarcísio é mencionado em uma resolução do PT divulgada no último fim de semana como uma figura proeminente na direita atual. Contudo, Edinho Silva afirma que o nome foi citado apenas como exemplo, pois Tarcísio se posiciona como um representante desse grupo político.

A Luta pelo Espaço Político

Edinho Silva expressou incerteza quanto à possível candidatura de Tarcísio à Presidência. “O espaço que Tarcísio ocupa hoje, e ele faz questão de ocupar, é de ser o líder desse campo mais de ultradireita. Ele faz questão de se caracterizar como o herdeiro da ultradireita”, declarou Edinho. No entanto, ele enfatizou que a prioridade do partido deve ser a construção de uma candidatura para Lula na reeleição, independentemente do oponente.

O presidente do PT afirmou que isso não é uma simplificação da realidade. "Esse tem que ser o nosso maior objetivo. Independentemente do adversário, ele virá capitalizando parte da polarização existente no país. Assim, ele inicia a campanha com uma base de mais de 30% dos votos, a menos que surja uma liderança extremamente frágil", destacou.

A Candidatura de Lula

Edinho não tem dúvidas de que Lula está se preparando para ser candidato à reeleição, apesar de o próprio presidente ainda fazer ressalvas, afirmando que sua participação dependerá de sua saúde. “O Lula de hoje está melhor aos 80 anos do que estava aos 50 anos”, afirmou.

O PT está atualmente empenhado em organizar os palanques estaduais que servirão como suporte para a campanha de reeleição. Edinho destacou que a meta é contar com candidatos próprios onde for viável e estabelecer alianças robustas quando necessário.

Construção de Alianças

O planejamento inclui uma abordagem de análise a nível estadual. Nos últimos seis meses, Edinho visitou as 27 unidades federativas, muitas vezes mais de uma vez, para definir as alianças locais. Ele apontou que os partidos não são homogêneos e que as diferenças regionais desempenham um papel importante.

Atualmente, partidos que integram a base do governo, inclusive com ministérios alocados, podem ter outro candidato à Presidência e, em determinados estados, encontrar-se em palanques opostos ao de Lula. Porém, em outros estados, é possível que esses mesmos partidos estejam alinhados ao presidente.

A aliança nacional, segundo Edinho, provavelmente se baseará na mesma coalizão em torno de Lula que foi estabelecida em 2022, que inclui o PSB e o PCdoB. Ele frisa que tratar os partidos como se fossem homogêneos resulta em uma análise errônea da situação. “A tática do PT é examinar, estado por estado, quem são nossos aliados na realidade”, concluiu Edinho.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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