Construção da Usina de Processamento
A Vale (VALE3) inicia, neste ano, a construção de uma usina de processamento de rejeitos e estéril, que terá a capacidade de produzir 2 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente.
Estratégia de Economia Circular
Esta iniciativa integra a estratégia da companhia de reaproveitar matérias-primas que anteriormente eram descartadas, além de avançar em seu programa de economia circular. A usina está programada para entrar em operação em 2027 e será associada ao projeto de descaracterização de uma barragem localizada em Minas Gerais.
Produção a Partir de Estéril
Reconhecida como uma das maiores produtoras de minério de ferro globalmente, a Vale mais do que dobrou sua produção oriunda de estéril ou rejeitos no ano passado. A produção alcançou 26,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 107% em relação a 2024, sendo que aproximadamente 80% desse volume foi extraído em Minas Gerais.
Projeções Futuras
Até 2030, a projeção da empresa é que cerca de 10% de sua produção anual de minério de ferro provenha de fontes circulares.
Detalhes do Projeto
O novo projeto será implementado na mina de Gongo Soco, situada em Barão de Cocais (MG), que está inativa desde 2016. A usina utilizará rejeitos da descaracterização da barragem Sul Superior, além de materiais de duas pilhas já existentes na unidade.
Logística e Prazo de Construção
O escoamento da produção será realizado pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). A expectativa é que a construção da usina leve cerca de 19 meses para ser concluída, enquanto a descaracterização da barragem Sul Superior está prevista para ser finalizada em 2029.
Integração com o Programa de Mineração Circular
A nova estrutura fará parte do programa de mineração circular da Vale e foi projetada para operar de maneira integrada às obras de descaracterização da barragem.
Técnica de Concentração Magnética
“Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério de ferro contido no rejeito. O reaproveitamento desses materiais ocorrerá ao longo dos próximos anos, seguindo o cronograma de descaracterização da estrutura geotécnica”, declarou Juliana Cota, diretora de Minas Paralisadas do Corredor Sudeste da companhia.
Descaracterização de Barragens
A barragem em questão é parte do programa de descaracterização de estruturas construídas pelo método a montante, com a empresa já tendo eliminado 19 das 30 unidades planejadas, atingindo uma execução de 63% até o momento.
Fonte: www.moneytimes.com.br


