Resultados da Nvidia no Primeiro Trimestre de 2026
A Nvidia (NVDA) divulgou resultados que superaram as expectativas do mercado para o primeiro trimestre de 2026, destacando um crescimento significativo no segmento de Data Center e um novo guidance que ultrapassa o consenso de Wall Street.
Desempenho Financeiro
A empresa reportou uma receita de US$ 81,6 bilhões para o período, um aumento de 85% em comparação ao ano anterior, superior às projeções que giravam em torno de US$ 79 bilhões. O lucro líquido alcançou US$ 58,3 bilhões, refletindo um crescimento de 211% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro por ação diluído (EPS) na base GAAP foi de US$ 2,39, superando as expectativas médias de aproximadamente US$ 2,30.
Além dos resultados operacionais, a Nvidia informou sobre a autorização de recompra de ações no valor de US$ 80 bilhões e o aumento do dividendo trimestral de US$ 0,01 para US$ 0,25 por ação, reforçando sua política de retorno de capital aos acionistas.
Destaques do Segmento de Data Center
O segmento de Data Center foi o principal impulsionador do desempenho da Nvidia, com receita de US$ 75,2 bilhões, um crescimento anual de 92%. De acordo com a empresa, esse crescimento foi facilitado pelo aumento na demanda pelos produtos Blackwell 300 e pelas soluções InfiniBand, Spectrum-X Ethernet e NVLink.
A CFO da Nvidia, Colette Kress, comentou que a receita se tornou mais diversificada entre diferentes perfis de clientes. “A receita de hyperscalers permaneceu em aproximadamente 50% da receita de Data Center, enquanto os 50% restantes vieram de uma diversificação contínua de clientes, incluindo AI Clouds, indústria, empresas e clientes governamentais”, afirmou.
A companhia ainda destacou que não houve embarques de produtos da arquitetura Hopper para a China durante o trimestre, em contraste com os US$ 4,6 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior.
Análise da Dinâmica do Mercado
Na prévia do balanço, analistas já indicavam que a atenção do mercado estaria mais voltada para as considerações sobre a China, o andamento da produção da Blackwell e a continuidade da demanda por infraestrutura de inteligência artificial.
A Blackwell representa a nova geração de chips de inteligência artificial da Nvidia, sucedendo a arquitetura Hopper, com foco no treinamento e inferência de grandes modelos de IA. A Vera Rubin será a próxima plataforma voltada para cargas de trabalho mais avançadas nos data centers.
Nesse cenário, a Nvidia reafirmou que a plataforma Blackwell já foi “adotada e implantada por todos os principais hyperscalers, provedores de nuvem e desenvolvedores de modelos”. A empresa também declarou que a arquitetura Vera Rubin segue programada para o segundo semestre do ano, com início no terceiro trimestre.
Projeções e Expectativas
Uma questão relevante para o mercado foi o guidance da empresa. A Nvidia projetou uma receita de US$ 91 bilhões para o segundo trimestre fiscal de 2027, com uma margem bruta non-GAAP de 75%, números que superam as estimativas de Wall Street.
Ao mesmo tempo, a companhia enfatizou que “não está assumindo nenhuma receita de computação para Data Center proveniente da China” em suas projeções para o trimestre atual.
Análise de Margens e Despesas
As margens da Nvidia também mostraram um avanço na comparação anual. A margem bruta GAAP atingiu 74,9%, em comparação a 60,5% do ano anterior. Segundo a empresa, a elevação se deve a “menores provisões de inventário, principalmente devido ao encargo de US$ 4,5 bilhões associado ao excesso de inventário H20 no ano passado”.
As despesas operacionais cresceram 52% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 7,6 bilhões. De acordo com a CFO, esse aumento está atrelado a “maiores despesas com compensação e benefícios em virtude do aumento no número de funcionários e ajustes salariais, além de custos relacionados à computação, infraestrutura e materiais de engenharia para o desenvolvimento de novos produtos”.
A Nvidia também revelou que o fluxo de caixa livre alcançou US$ 48,6 bilhões no trimestre. A companhia reiterou sua estratégia de retorno ao acionista com a nova autorização de recompra de ações no valor de US$ 80 bilhões e o aumento do dividendo trimestral de US$ 0,01 para US$ 0,25 por ação.
Fonte: www.moneytimes.com.br


