O incrível apoio dos investidores de varejo ao mercado acionário no Brasil continua com o maior volume de opções da história.

O incrível apoio dos investidores de varejo ao mercado acionário no Brasil continua com o maior volume de opções da história.

by Patrícia Moreira
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A Alta do Mercado de Ações e a Atividade dos Investidores de Varejo

A venda maciça observada na sexta-feira passada no mercado de ações resultou no maior volume de opções já registrado, o que representa um novo indicativo do notável suporte demonstrado pelos investidores de varejo em relação ao mercado de ações. Scott Rubner, chefe da estratégia de ações e derivativos de ações na Citadel Securities, informou que no dia 10 de outubro foram negociados mais de 108 milhões de contratos, marcando a segunda vez que esse número supera os 100 milhões. O interesse no mercado foi impulsionado principalmente pelos traders de varejo, que apresentaram uma clara tendência de otimismo.

Tendência de Compra dos Investidores de Varejo

Rubner destacou que "a convicção otimista dos investidores de varejo continua sendo extraordinária". O fluxo de ordens de compra estava 11% melhor em comparação ao índice de compra e venda da empresa, superando a média de 4% registrada nos últimos três meses. Essa movimentação representa a maior compra de opções de compra em um único dia na plataforma, de acordo com as informações apresentadas por Rubner. Além disso, essa foi a 24ª semana consecutiva com um viés de opções favorável à compra, estabelecendo uma sequência histórica de otimismo na plataforma da empresa.

Resiliência do S&P 500

O aumento nas compras de opções reflete a mentalidade de "comprar na queda" que tem sido a marca registrável dos traders de varejo e que tem sustentado o mercado de ações durante todo o ano. O S&P 500, principal índice do mercado de ações, conseguiu superar uma série de notícias negativas que incluíam questões relacionadas ao comércio, conflitos geopolíticos e fragilidade econômica, alcançando novos máximos históricos.

Os traders de varejo, portanto, estão assumindo riscos mesmo enquanto outros investidores se mostram cautelosos em relação ao rally do mercado. No início da semana, o Bank of America Securities observou, com base em seus dados de fluxo, que os fundos de hedge optaram por não comprar durante a queda registrada na sexta-feira. Por outro lado, o JPMorgan destacou que os traders de varejo estavam comprando enquanto os investidores institucionais estavam se desengajando do risco, sugerindo que esses últimos foram os responsáveis pela correção do preço das ações. Essa situação é atípica no funcionamento do mercado.

Mudança na Dinâmica dos Investidores

Historicamente, os fundos de hedge eram considerados o “dinheiro inteligente” que levava o mercado a suas direções. Contudo, neste ano, os traders de varejo emergiram como protagonistas na condução dos preços das ações. As decisões tomadas por estes investidores em continuar comprando na queda se mostraram corretas até o momento. O S&P 500 registrou uma alta de quase 2% esta semana, após a queda significativa que ocorreu na sexta-feira, a maior desde abril.

Na quinta-feira, a Charles Schwab mencionou que o aumento na atividade de negociação de varejo foi um fator que contribuiu para seus resultados financeiros do terceiro trimestre, que superaram as expectativas. As transações diárias na plataforma da empresa cresceu 30% no último trimestre em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Perspectivas Futuras

Rubner, da Citadel Securities, expressou uma visão positiva em relação à tendência do mercado de ações, ressaltando que a força sazonal que geralmente é típica em novembro pode levar os preços ainda mais para cima. No entanto, ele também alertou que os investidores devem permanecer cautelosos nas próximas semanas, devido à volatilidade e incertezas que podem surgir no mercado.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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