O que fez sucesso na semana

Assuntos em Destaque

As declarações de Fernando Haddad em um de seus últimos eventos como ministro da Fazenda e a situação envolvendo a conta do Banco Master, que impacta o Banco do Brasil (BBAS3), estão entre os tópicos que atraíram atenção dos leitores.

Além desses, outros temas bastante acessados no Money Times incluem a crise do vinho na Argentina e as reservas cambiais do Japão. A seguir, são apresentados os assuntos que mais repercutiram nos últimos dias.

‘Quem Não Acreditou, Perdeu Dinheiro’, Afirma Haddad

Os recentes recordes do Ibovespa, juntamente com a desvalorização do dólar, têm trazido otimismo ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Prestes a deixar o cargo, ele relembrou a reação negativa do mercado a sua indicação para a posição, que ocorreu há cerca de três anos.

Durante a sua participação na CEO Conference 2026, promovida pelo BTG Pactual, o ministro provocou os investidores: “é do jogo não confiar, mas quem não acreditou, perdeu dinheiro.”

Ele destacou que “houve pessoas que ficaram preocupadas. Eles provavelmente venderam ações e devem estar se arrependendo, uma vez que o Ibovespa está perto de alcançar os 190 mil pontos. Outros, por sua vez, compraram dólar a R$ 6, quando poderiam ter adquirido a R$ 5,20 hoje”, declarou.

Haddad também fez uma reflexão sobre os três anos à frente do ministério, avaliou o cenário que será legado para a próxima gestão e discutiu temas que têm afetado os mercados recentemente.

Conta do Banco Master e seu Impacto no Banco do Brasil

O Banco do Brasil (BBAS3) deverá desembolsar cerca de R$ 5 bilhões devido à liquidação extrajudicial do Banco Master, conforme informou o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores, Marco Geovanne Tobias.

Esse montante será retirado diretamente do caixa da instituição estatal com o objetivo de fortalecer o Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que está sendo pressionado pelos pagamentos significativos a credores de empresas relacionadas ao conglomerado de Daniel Vorcaro.

Em virtude do impacto gerado pelas garantias oferecidas aos investidores do Banco Master, o FGC decidiu acelerar a recomposição de sua liquidez.

Crise do Vinho na Argentina

A Argentina enfrenta uma crise econômica que persiste há vários anos. Embora tenha ocorrido uma leve melhora em alguns indicadores macroeconômicos recentemente, o consumo de vinho, que é um dos principais produtos culturais do país, não acompanhou essa tendência.

De fato, dados do Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV) indicam que o consumo per capita de vinho na Argentina caiu para 15,77 litros anuais, marcando o nível mais baixo em várias décadas de medições. O consumo de vinho em 1970 era de cerca de 90 litros por pessoa anualmente.

Nos últimos cinco anos, houve uma redução de 22,6% no consumo de vinho. O último ano em que o consumo foi positivo foi em 2020, ano em que a pandemia de Covid-19 levou muitos argentinos a permanecer em casa, cozinhar e resgatar alguns prazeres, como o consumo de vinho.

Reservas Cambiais do Japão

As significativas reservas em moeda estrangeira do Japão, que servem como um caixa estratégico para futuras intervenções no iene, voltaram a ser objeto de análise, especialmente à medida que a primeira-ministra Sanae Takaichi busca fontes de financiamento para implementar um plano controverso de suspensão do imposto sobre consumo, que surge após uma vitória eleitoral significativa.

O foco sobre o estoque, que é de US$ 1,4 trilhão, muito acima do orçamento anual do governo, ressalta a pressão intensa sobre Tóquio para encontrar fontes alternativas de financiamento para um déficit estimado em 5 trilhões de ienes (aproximadamente US$ 31,99 bilhões) por ano em arrecadação, uma perspectiva que tem gerado inquietação nos mercados financeiros.

Lucro do Banco do Brasil Surpreende Analistas

O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro líquido ajustado de R$ 5,7 bilhões, apresentando uma queda de 40% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme revelado em um documento enviado ao mercado na quarta-feira (11).

Apesar da queda, o resultado superou as expectativas das projeções realizadas por analistas. A média esperada pela Bloomberg era de R$ 4,5 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre, houve um aumento de 51% neste número.

Diversos fatores, incluindo um aumento na inadimplência no agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu as exigências para os bancos em relação às provisões para calotes, transformaram a percepção do banco, que passou de um local preferido para um ponto de interrogação no mercado.

Desde o terceiro trimestre do ano passado, o Banco do Brasil tem sentido os efeitos da falta de pagamento no agronegócio, que vem enfrentando um aumento expressivo no número de recuperações judiciais neste setor.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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