O que foi destaque na semana

A possibilidade de um fundo imobiliário distribuir um dividendo extraordinário de até R$ 1,80 por cota, assim como a busca por oportunidades em renda fixa, com papéis atrelados ao IPCA oferecendo até 9,84% ao ano além da inflação, foram os principais assuntos de interesse dos leitores na semana de 7 a 13 de junho.

Nas reportagens mais acessadas do Money Times, destacaram-se ainda a predominância da Vale (VALE3) entre as ações recomendadas do mês, a recente aquisição bilionária de bitcoin pela Strategy e as incertezas do mercado sobre o futuro da Raízen (RAIZ4) diante do acordo de recuperação extrajudicial. A seguir, confira os temas que ganharam destaque nos últimos dias.

A matéria que teve o maior número de leituras da semana trouxe à tona o fato de que o TRX Real Estate (TRXF11) indicou, em seu relatório gerencial, a possibilidade de desenvolver um dividendo extraordinário que varia entre R$ 1,30 e R$ 1,80 por cota, com referência ao resultado de junho e previsão de pagamento para julho. O valor no teto da projeção representa um aumento de 93,5% em relação ao montante de R$ 0,93 por cota que vem sendo pago mensalmente desde fevereiro.

Itaú BBA vê chance em títulos de renda fixa

Outro tema que despertou o interesse dos leitores foi a seleção de títulos de renda fixa para o mês de junho, elaborada pelo Itaú BBA. A reportagem destacou que, após um período de dificuldades no mercado de crédito privado, o banco começou a identificar oportunidades em debêntures incentivadas, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), com uma relação atrativa entre risco e retorno que pode atender diferentes perfis de investidores.

Segundo as informações do banco, o mercado de crédito começou a demonstrar sinais de recuperação em maio, após a abertura de spreads observada desde o final de março. Para investidores conservadores, uma das recomendações em relação aos papéis atrelados à inflação foi uma debênture da Rede D’Or, com uma remuneração de IPCA + 8,04% ao ano e vencimento em dezembro de 2038.

Vale lidera recomendações entre analistas em junho

Na terceira posição entre os assuntos mais lidos, destacou-se um levantamento realizado pelo Money Times, que envolveu 15 instituições financeiras e suas ações preferidas para o mês. A reportagem revelou que os papéis mais relevantes do Ibovespa continuaram a dominar as recomendações em junho, em um cenário de maior volatilidade e uma abordagem mais defensiva por parte dos analistas.

A Vale liderou o ranking, recebendo 12 menções de analistas. O fortalecimento da companhia é atribuído a uma percepção otimista sobre sua produção e custos, bem como ao suporte que o preço do minério de ferro se manteve acima de US$ 100 por tonelada, além de uma política mais favorável para os acionistas, evidenciada pela distribuição de dividendos e recompra de ações.

Strategy volta às compras de bitcoin

O segmento de criptomoedas também foi assunto de interesse, especialmente após a nova aquisição de bitcoins pela Strategy. A empresa, após a venda de 32 unidades da criptomoeda pela primeira vez em quatro anos, anunciou a compra de mais 1.550 bitcoins, totalizando cerca de US$ 101 milhões no início de junho.

Com essa nova aquisição, a companhia passou a possuir um total de 845 mil bitcoins, correspondendo a mais de 4% da oferta global e computando um valor aproximado de US$ 53,7 bilhões. A reportagem também salientou que a empresa continua a financiar sua estratégia, principalmente por meio de emissões de ações, ao mesmo tempo que ajusta sua abordagem em relação aos dividendos.

Mercado tenta entender a “Raízen 2.0”

Por fim, a Raízen foi outro tópico de destaque entre os leitores, no contexto das incertezas decorrentes do avanço no acordo de recuperação extrajudicial. A reportagem informou que a empresa se preparava para levar à Justiça os termos finais desse acordo com seus credores, com o objetivo de renegociar uma dívida que ultrapassa R$ 55 bilhões.

O mercado passou a se concentrar na estrutura da chamada “Raízen 2.0”, especialmente em relação ao tamanho das divisões de combustíveis e energia após a reestruturação. De acordo com a matéria, acionistas minoritários, produtores e agentes financeiros expressaram incertezas sobre a governança, a dimensão da Raízen Energia e as percepções que os bancos credores teriam em relação à nova estrutura da empresa.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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