O que levou à alta do índice em 2025?

O que levou à alta do índice em 2025?

by Ricardo Almeida
0 comentários

Ano de Recordes no Ibovespa

No ano de 2025, o Ibovespa (IBOV) superou as expectativas do mercado ao sair da casa dos 120 mil pontos no início do ano e alcançar o patamar dos 161 mil pontos, resultando em uma renovação de máximas históricas nominais.

O principal índice da bolsa brasileira registrou uma valorização acumulada de 33,95%, que é o melhor desempenho anual desde 2016.

O que Influenciou o Ibovespa em 2025?

Após uma queda superior a 10% no ano anterior e com o mercado adotando uma postura mais cautelosa, o principal índice da bolsa brasileira bateu e superou as previsões de valorização já no terceiro trimestre de 2025.

A primeira “pernada” de alta ocorreu em setembro. Ao final de outubro, o otimismo foi restabelecido, resultando na maior sequência de valorizações desde a implementação do Plano Real, em 1994, com 15 altas consecutivas. O Ibovespa também alcançou a marca de 165 mil pontos pela primeira vez, estabelecendo um novo recorde nominal intradia.

O panorama positivo para o mercado acionário brasileiro deve-se a uma combinação de fatores favoráveis, incluindo expectativas de cortes de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, uma desaceleração da inflação e um robusto fluxo de capital estrangeiro.

Contexto Econômico Atual

Em uma breve retrospectiva, a taxa básica de juros, conhecida como Selic, começou o ano em 13,25% e terminou em 15% ao ano, em meio à continuidade dos riscos fiscais e incertezas sobre o cenário geopolítico.

Entretanto, os efeitos de um ambiente monetário mais restritivo começaram a se manifestar, de acordo com a análise dos especialistas, nos últimos dados econômicos, com especial atenção voltada para as métricas de inflação e emprego, as quais foram reconhecidas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Na última reunião ocorrida no ano, o Copom ressaltou que o conjunto de indicadores da atividade econômica continua apresentando uma trajetória de “moderação” em seu crescimento, conforme observado na mais recente divulgação do Produto Interno Bruto (PIB). Além disso, o mercado de trabalho demonstrou “resiliência”.

O Banco Central também reconheceu sinais de desaceleração na inflação: “Nas divulgações mais recentes, tanto a inflação cheia quanto as medidas subjacentes mostraram algum arrefecimento, embora permaneçam acima da meta estipulada para a inflação”, relatou o Copom.

Perspectivas Futuras

Essa leitura abriu uma “janela” para o início do ciclo de afrouxamento monetário que pode começar já no primeiro trimestre de 2026.

Na última atualização, referente ao penúltimo pregão do ano (29), o contrato de Opções de Copom da B3 indicava uma probabilidade de 73% de que o BC reduza a Selic entre 0,25 e 1 ponto percentual.

“Historicamente, ciclos de redução da taxa Selic tendem a beneficiar a bolsa, e setores como o financeiro, de energia elétrica, saneamento e construção civil possuem fundamentos sólidos, além de perspectivas positivas para 2026”, destacou Mathias Venosa, estrategista do Itaú BBA, em relatório.

No que diz respeito aos Estados Unidos, os juros começaram a cair, um movimento já antecipado desde o fim de 2024. Em um processo iniciado em setembro, o Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central norte-americano, reduziu as taxas de juros de uma faixa de 4,25% a 4,50% ao ano para uma nova faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, o menor nível desde setembro de 2022.

As previsões indicam que o Fed poderá realizar mais cortes nas taxas de juros ao longo de 2026. Esse movimento em relação aos juros favoreceu o diferencial entre as duas economias (Brasil e EUA) e, aliado à rotação global propiciada pela política tarifária do presidente dos EUA, também beneficiou o mercado brasileiro.

Fluxo de Capital Estrangeiro

De acordo com dados recentes disponibilizados pela B3, houve a entrada de R$ 27,347 bilhões em capital estrangeiro de janeiro a novembro na bolsa brasileira. Para fins de comparação, o ano anterior encerrou com um saldo negativo de R$ 32,1 bilhões na B3, após aportes de R$ 44,8 bilhões em 2023.

À medida que o ano chegava ao fim, o contexto eleitoral começou a influenciar o desempenho do Ibovespa. O mercado começou a precificar uma possível mudança política nas eleições presidenciais que ocorrerão em outubro do próximo ano, o que pode levar o principal índice da bolsa brasileira a oscilar entre 180 mil e 200 mil pontos, caso haja uma melhora fiscal nas contas públicas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy