A Última Carta aos Acionistas de Warren Buffett
A recente carta aos acionistas de Warren Buffett, enquanto ocupa o cargo de CEO da Berkshire Hathaway, reflete sobre os últimos 95 anos de sua trajetória, sendo mais de 60 deles dedicados à liderança da empresa. O documento traz um tom nostálgico, mesclado com questões pragmáticas.
O conteúdo da carta pode ser conferido na íntegra.
No fechamento de sua carta, Buffett anunciou a transição da liderança da Berkshire para Greg Abel, que é um membro histórico na companhia.
Buffett expressou confiança ao afirmar: “Greg Abel mais do que correspondeu às elevadas expectativas que eu tinha para ele quando pensei pela primeira vez que ele deveria ser o próximo CEO da Berkshire”. Ele ainda ressaltou: “Não consigo pensar num CEO, consultor de gestão, acadêmico, membro do governo — qualquer coisa que seja — melhor que eu selecionaria em vez de Greg para lidar com as suas poupanças e as minhas.”
Warren Buffett e as Doações das Ações da Berkshire Hathaway
Além de ressaltar a escolha de Abel, Buffett abordou outra questão prática, visando evitar pontas soltas durante a transição de liderança. Ele indicou: “Gostaria de manter uma quantidade significativa de ações tipo A até que os acionistas da Berkshire desenvolvam o conforto com Greg que Charlie e eu desfrutamos durante muito tempo. Esse nível de confiança não deve demorar. Meus filhos já estão 100% ao lado de Greg, assim como os diretores da Berkshire.”
Buffett continuou, afirmando: “A aceleração das minhas doações em vida às fundações dos meus filhos não reflete de forma alguma qualquer mudança nas minhas opiniões sobre as perspectivas da Berkshire”. Para Buffett, os negócios da Berkshire exibem perspectivas que são moderadamente melhores que a média do mercado, impulsionados por “algumas joias não correlacionadas e consideráveis”.
O magnata também comentou sobre a volatilidade das ações da empresa: “O preço das nossas ações deve se mover naturalmente, ocasionalmente caindo 50% ou mais, como aconteceu três vezes em 60 anos sob a gestão atual. Não se desesperem: a América voltará — e as ações da Berkshire também”.
A última carta de Buffett, composta por oito páginas, dedica mais da metade para revisitar sua trajetória pessoal e profissional, desde os anos 1930, passando por diversas histórias de sua vida e pela parceria com Charlie Munger, que faleceu em novembro de 2023, aos 99 anos.
Fonte: www.moneytimes.com.br

