Revisão do BTG Pactual sobre o Hospital Mater Dei
O BTG Pactual alterou sua recomendação para as ações do Hospital Mater Dei (MATD3), passando de neutra para compra, com um preço-alvo estimado em R$ 7. A instituição destacou a ação como sua pequena capitalização (small cap) preferida dentro do setor de saúde.
Pontos observados pelo BTG Pactual
De acordo com o banco, a empresa apresenta um poder de geração de valuation atrativo, combinado com um bom ponto de entrada e resultados sólidos. A ação negocia atualmente a menos de 10 vezes o lucro projetado para 2026, apresentando um desconto quando comparada com seus pares e sua média histórica. Além disso, a Mater Dei possui um forte momentum de resultados, impulsionado por dinâmicas robustas durante o quarto trimestre deste ano (4T25) e expectativas favoráveis para o ano seguinte.
Os analistas afirmam que, apesar de melhorias operacionais significativas ao longo deste ano, a valorização da ação avançou apenas 28% em 2023, acompanhando o desempenho do Ibovespa. Eles observam que isso representa uma oportunidade de entrada atraente para investidores que estão em busca de uma oportunidade de recuperação de alta qualidade, destacando a melhora na geração de caixa e maior previsibilidade nos resultados.
Ciclo de recuperação da Mater Dei
Após um período marcado por resultados fracos e desafiadores até o 4T24, a Mater Dei iniciou um novo ciclo de recuperação em 2025. Este ciclo é caracterizado por uma melhora gradual e consistente ao longo do ano. Os resultados do segundo trimestre foram superiores aos do primeiro e, por sua vez, o terceiro trimestre superou o segundo.
Um conjunto de iniciativas passou a amadurecer, incluindo a continuidade da expansão em Nova Lima, a adição de complexidade em ativos hospitalares selecionados, melhorias nos serviços de oncologia, maior alavancagem operacional e redução de despesas corporativas, especialmente após o desinvestimento do Porto Dias.
“Não por acaso, as margens alcançaram 22,2% no 3T25, representando o maior nível desde o desinvestimento. Acreditamos que essas margens devem se manter nesse patamar ou até mesmo acima, mesmo em trimestres com sazonalidade menos favorável”, afirmam os analistas.
Especialistas do banco consideram que essa tendência de recuperação é sustentável e que as iniciativas em curso deverão proporcionar um impacto significativo em 2026.
Perspectivas para o 4T25
Em relação ao 4T25, dados setoriais apontam para frequências hospitalares robustas. A taxa de ocupação em outubro de 2025 alcançou 78,7%, o que representa a maior taxa registrada em um mês de outubro na última década, em comparação com uma média de 79,8% no 3T25.
Os relatórios de canal do BTG indicam que a Mater Dei deverá manter níveis fortes de atividade em outubro e novembro. Com a ausência de surpresas negativas significativas em dezembro, espera-se que a companhia entregue novamente resultados sólidos.
Além disso, o BTG Pactual ressalta que algumas empresas do setor, como Fleury e Rede D’Or, também apresentaram uma perspectiva otimista em relação às frequências no 4T25.
“Para este trimestre, projetamos um crescimento de receita em torno de 13% ano a ano, com a margem EBITDA aumentando para aproximadamente 22%, em comparação aos 16% no 4T24, que serve como uma base de comparação favorável. Para o próximo ano, esperamos um crescimento de receita em dois dígitos, impulsionado pela estratégia da empresa de aumentar a complexidade dos serviços dentro de seus hospitais, bem como pela expansão das margens”, concluem os analistas.
Fonte: www.moneytimes.com.br


