Onde os investidores buscaram rendimento e desempenho em janeiro

Investidores de Renda Fixa Mudam Estratégias em Janeiro

Mudança nas Preferências dos Investidores

Os investidores de renda fixa abandonaram os títulos de longa duração e assumiram alguns riscos de crédito em janeiro, conforme os dados mais recentes sobre fundos negociados em bolsa (ETFs) da State Street Investment Management. Além disso, pela primeira vez em um ano, eles interromperam os novos investimentos em títulos atrelados à inflação. Aproximadamente US$ 4 bilhões foram aplicados em ETFs de títulos do governo de curto prazo e mais US$ 5 bilhões foram destinados a fundos de prazo intermediário, enquanto US$ 3 bilhões saíram dos ETFs de títulos do governo de longo prazo, de acordo com um comunicado da State Street emitido no último sábado.

Análise do Cenário de Títulos

Matthew Bartolini, chefe global de pesquisadores da empresa, comentou em uma entrevista à CNBC que "ainda existem bons valores, com uma melhor relação risco/retorno na parte intermediária da curva". Ele observou que as saídas observadas em títulos do Tesouro de longo prazo fazem parte de uma tendência mais ampla que se desenrolou ao longo do último ano. "Os déficits crescentes e a emissão de títulos estão impactando os rendimentos dos títulos de longo prazo e os empurrando para cima, tornando-os menos atraentes", explicou.

"Além disso, a volatilidade associada a títulos de longo prazo também está elevada, e você não está sendo devidamente compensado, considerando que, embora a curva esteja se acentuando, ainda está operando dentro de uma faixa mais alinhada do que as médias históricas indicariam", acrescentou Bartolini.

Interesses em Setores Relacionados ao Crédito

Os investidores também se voltaram para setores relacionados ao crédito, com a entrada de US$ 11 bilhões em exposições a títulos corporativos de grau de investimento, conversíveis, empréstimos bancários e obrigações de empréstimos colateralizadas (CLOs). Os títulos conversíveis são valores mobiliários híbridos que oferecem pagamentos de juros e podem ser convertidos em um número determinado de ações. Já os CLOs são pools securitizados de empréstimos a taxa flutuante para empresas, enquanto os empréstimos bancários também apresentam taxas variáveis.

Bartolini elucidou que "isso reflete um certo grau de apetite por riscos dentro da renda fixa, enquanto tentam reduzir o risco de duração". Ele observou que os títulos de alto rendimento experimentaram leves saídas, mas destacou que isso ocorreu apenas em um mês e ainda não representa uma tendência. O setor havia registrado entradas de US$ 3,4 bilhões nos três meses anteriores.

Correlações e Comportamentos do Mercado

Os títulos de alto rendimento são os mais correlacionados às ações, enquanto os empréstimos bancários e os CLOs apresentam correlações um pouco menores, e os corporativos de grau de investimento, ainda menos, conforme indicado por Bartolini.

Títulos Atrelados à Inflação e seu Desempenho

De maneira surpreendente, os títulos atrelados à inflação observaram saídas de US$ 554 milhões, encerrando uma sequência de 12 meses consecutivos de entradas – o maior período desde 2022, detalhou Bartolini. Este movimento ocorreu apesar dos títulos atrelados à inflação do Tesouro terem superado os Treasurys nominais em janeiro, estendendo seu desempenho superior para 25 meses consecutivos, quando medidos em uma base anualizada.

Contudo, Bartolini não ficaria surpreso se os fluxos para os Títulos do Tesouro Protegidos contra a Inflação (TIPS) retornassem em fevereiro. Ele comentou: "Algumas dessas dinâmicas que impactam a inflação provavelmente estarão inclinadas mais para o lado positivo do que para o negativo."

"Em um ambiente como este, os títulos atrelados à inflação podem atuar como uma forma de buscar resiliência em um portfólio fortemente dominado por exposições a crescimento nominal, significando títulos típicos e ações de crescimento", afirmou Bartolini.

Total de Fluxos em ETFs de Renda Fixa

No total, um recorde de US$ 56 bilhões fluiu para ETFs de renda fixa, o que, segundo Bartolini, deve-se menos ao sentimento do investidor e mais à natureza crescente e ao uso de ETFs.

Fonte: www.cnbc.com

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