Os preços do petróleo caem após previsão da Agência Internacional de Energia sobre excesso de oferta no próximo ano após acordo EUA-Irã.

Queda nos preços do petróleo

Os preços do petróleo apresentaram uma queda na quinta-feira, após o presidente Donald Trump ter, supostamente, assinado um acordo com seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, para encerrar a guerra no Oriente Médio. Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) apontou um excesso de oferta esperado para o próximo ano.

Preços do petróleo Brent e WT

Os futuros do petróleo Brent, referência internacional para o petróleo, com vencimento em agosto, despencaram 1,13%, atingindo o valor de $78,65 por barril. Já os futuros do West Texas Intermediate (WTI), nos Estados Unidos, com vencimento em julho, caíram 1,26%, alcançando $75,82 por barril.

Ameaças de Trump contra o Irã

Em meio a esse cenário, Trump informou a repórteres que poderia retomar os ataques ao Irã, caso Teerã não cumprisse os seus compromissos, conforme reportado pela Reuters. "Vamos bombardeá-los se violarem o acordo", afirmou Trump durante uma entrevista coletiva. "Eu não quero que eles o façam. Quero que honrem o acordo."

Expectativas da AIE para o fornecimento de petróleo

A AIE prevê que a resolução duradoura do conflito resulte em volumes de oferta significativamente mais altos, o que pode gerar um grande excesso de petróleo no próximo ano. De acordo com o relatório mais recente sobre o mercado de petróleo da AIE, a oferta global deve cair em média 3,9 milhões de barris por dia em 2026, totalizando 102,4 milhões de barris por dia (mbd), antes de recuperar-se para 110,3 mbd no ano seguinte.

Projeções para 2027

"A nossa primeira análise dos equilíbrios de 2027 mostra a emergência de um excesso significativo no próximo ano", acrescentou a AIE.

Implicações para a inflação

Embora a redução nos preços do petróleo possa diminuir as chances de que os preços da energia contribuam para um problema inflacionário mais amplo, isso não representa um "sinal de tranquilidade", conforme destacado em um relatório da New York Life Investment Management. "O petróleo ainda se mantém acima dos níveis pré-conflito, a normalização do transporte levará tempo e os estoques, assim como as reservas estratégicas, ainda precisam ser reabastecidos", observou o relatório.

Fonte: www.cnbc.com

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