Análise do Bank of America sobre ISA Energia
O Bank of America (BofA) atualizou sua recomendação para as ações da ISA Energia (ISAE4), mudando de venda para compra na última segunda-feira, dia 13.
Aumento do Preço-Alvo
Além da mudança na recomendação, o banco também elevou o preço-alvo das ações em R$ 9, de R$ 26 para R$ 35 até o final do ano. Essa alteração representa um potencial de valorização de 13,8% em relação ao preço de fechamento das ações na última sexta-feira, dia 10.
Desempenho das Ações
De acordo com o relatório, o analista Gustavo Faria observa que houve uma melhoria clara no potencial de valorização das ações, ajustada para o risco, justificando assim o aumento na recomendação. Nos últimos 12 meses, as ações da ISA Energia acumularam alta de 50,15%, enquanto o Ibovespa (IBOV) registrou alta de 54,03%.
Em resposta a essas alterações, as ações da ISA Energia apresentaram um desempenho positivo. Por volta das 12h (horário de Brasília), as ações ISAE4 estavam em alta de 1,69%, cotadas a R$ 31,29, ocupando a terceira posição entre as maiores altas do Ibovespa.
Motivos para Investir em ISA Energia
O BofA elenca três razões que justificam essa nova recomendação para as ações da ISA Energia.
Valuation Atraente
Primeiramente, o banco avalia que a companhia está sendo negociada com um valuation atraente. O segmento de transmissão de energia em que a empresa atua apresenta um perfil de baixo risco, com um beta inferior ao de seus concorrentes.
Prêmio de Risco
Além disso, as ações ISAE4 têm negociado com um prêmio de risco de ações (ERP) de aproximadamente 380 pontos-base (bps) em relação ao título do Tesouro NTN-B de longo prazo, alinhando-se com seus pares de mercado.
“Ajustando pelo beta, isso implica um ERP de 760 bps contra 500 bps do setor, indicando um prêmio de risco excessivo para um ativo com baixo risco. Esse descompasso contrasta com a sólida proteção que a empresa oferece contra perdas”, explica o relatório.
Oportunidades Não Precificadas
O analista também destaca que as “opcionalidades” ainda não foram corretamente precificadas, especialmente no que tange ao contencioso previdenciário envolvendo a Secretaria da Fazenda (Sefaz), cujo valor é estimado em aproximadamente R$ 2,7 bilhões.
Com a formalização da abertura dos canais de renegociação judicial com o governo do Estado de São Paulo, o banco mantém uma perspectiva mais otimista, embora cautelosa, em relação aos avanços nas discussões sobre os termos comerciais.
“Apesar dos progressos, acreditamos que o mercado ainda não considera praticamente nada na valorização desse item”, afirma o analista Gustavo Faria em seu relatório.
Projeções Futuras
Para um cenário conservador, o BofA projeta que um acordo entre a empresa e o Estado deve ocorrer apenas em 2028, com um haircut (corte nos recebíveis) de 75%, o que agregaria cerca de 6% ao Valor Presente Líquido (VPL).
Em contrapartida, em um cenário mais otimista, considerando um acordo que varia entre R$ 4,6 bilhões e R$ 6,1 bilhões, ajustados pela inflação (IPCA-Selic) e após the aplicação de impostos, o banco prevê um aumento de 10% a 20% no VPL.
Além dessas considerações, o analista ressalta que um ciclo prolongado de investimentos (capex) e o possível reconhecimento de ativos não remunerados na base regulatória (RAB) poderiam acrescentar mais de 3% ao VPL.
Fonte: www.moneytimes.com.br