Ouro alcança recorde histórico de quase US$ 4.900 por onça, impulsionado por tensões na Groenlândia e queda do dólar.

Ouro alcança recorde histórico de quase US$ 4.900 por onça, impulsionado por tensões na Groenlândia e queda do dólar.

by Ricardo Almeida
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Os preços do ouro registraram um aumento significativo na quarta-feira, alcançando novos patamares e se aproximando da marca de US$ 4.900 por onça. Esse crescimento se deve ao aumento das tensões em torno da Groenlândia, bem como à renovação das fricções comerciais que desestabilizaram os mercados globais, levando os investidores a procurarem ativos considerados seguros.

O ouro à vista subiu 2,3%, alcançando US$ 4.872,13 a onça às 03h13 (horário de Brasília), após atingir uma nova máxima histórica de US$ 4.878,30 no início da sessão. Os contratos futuros de ouro nos Estados Unidos também apresentaram um aumento de 2,4%, alcançando um pico de US$ 4.880,50 a onça.

Ouro impulsionado por tensões EUA-UE sobre a Groenlândia

O ouro já havia valorizado mais de 6% nesta semana, incluindo o aumento de quarta-feira. Este crescimento recente acontece em um momento de tensão contínua nas relações entre os Estados Unidos e a Europa, catalisada pela importância estratégica da Groenlândia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que “não há volta atrás” em relação à Groenlândia, mencionando preocupações com a segurança no Ártico, e ameaçou a imposição de tarifas aos países europeus, aumentando as preocupações que já existiam em torno do comércio global.

O presidente francês, Emmanuel Macron, respondeu afirmando que a Europa não se submeteria a “valentões”, realçando que as relações entre aliados devem ser guiadas pelo respeito e pela cooperação, não pela coerção. Seus comentários, feitos durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, refletiram a crescente inquietação na Europa em relação à retórica de Washington e às ameaças comerciais associadas ao tema da Groenlândia.

Posteriormente, Trump procurou tranquilizar os mercados, afirmando que os Estados Unidos estavam trabalhando na questão e buscando uma solução que atendesse às expectativas da OTAN, embora a cautela entre os investidores continuasse elevada.

A desvalorização do dólar impulsiona ainda mais essa tendência

O ouro também recebeu apoio da recente desvalorização do dólar americano, que caiu aproximadamente 0,8% na terça-feira, atingindo seu menor nível em duas semanas. O Índice do Dólar Americano recuou mais 0,2% durante as negociações no pregão asiático de quarta-feira.

Um dólar mais fraco tende a aumentar a demanda por ouro, uma vez que torna o metal mais acessível para compradores que utilizam outras moedas, robustecendo o apelo do ouro, que não oferece rendimentos.

Em outros mercados de metais, a prata subiu, alcançando US$ 94,75 a onça, após atingir um recorde de US$ 95,87 na terça-feira. A platina atingiu uma nova máxima histórica de US$ 2.519,51 a onça, embora tenha reduzido os ganhos e fechado em alta de 0,2%, a US$ 2.467,90.

Os preços do cobre também mostraram avanço, com os contratos futuros de referência da Bolsa de Metais de Londres (LME) subindo 1,3%, para US$ 12.944,20 a tonelada, enquanto os contratos futuros de cobre nos Estados Unidos aumentaram 1%, para US$ 5,88 a libra.

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Fonte: br.-.com

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