Preço do Ouro
O ouro encerrou a sessão da última terça-feira, dia 14 de abril, com um expressivo aumento. Essa valorização está associada ao enfraquecimento do dólar em relação a moedas fortes e à queda nos preços do petróleo, que estão abaixo de US$ 100 por barril. O cenário se desenha em meio a expectativas em relação a uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
No mercado de Comex, que é a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em junho registrou uma alta de 1,73%, fechando a US$ 4.867,70 por onça-troy.
Por outro lado, a prata para entrega em maio apresentou uma valorização de 5,77%, alcançando o preço de US$ 79,53 por onça-troy.
Fatores que Impulsionaram o Preço do Ouro
Conforme informações divulgadas pelo The New York Post, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou em uma entrevista que as tratativas com o Irã “podem ocorrer nos próximos dois dias” no Paquistão. Ele expressou que há uma probabilidade de que algo significativo aconteça em breve e que a delegação dos EUA está inclinada a participar das discussões.
Na véspera, em 13 de abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, revelou que os Estados Unidos mudaram suas exigências de maneira contínua durante as conversas do fim de semana que tiveram lugar em Islamabad. Entretanto, ele também observou que houve avanços nas negociações.
Além disso, em outra entrevista realizada no mesmo dia, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, mencionou que também observou progresso nas tratativas.
Analistas da TD Securities comentaram sobre a atual situação, afirmando que “o ouro agora é uma questão de defesa cambial”. O relatório destaca que, historicamente, situações que geram uma percepção de derrota dos EUA incentivam aliados a acumular ativos considerados mais seguros. Em contrapartida, uma percepção de vitória absoluta pode ser um fator necessário para desestimular tal comportamento.
Os analistas continuam a análise ao afirmar que “a batalha por Ormuz agora se concentra na defesa da moeda”. Isso implica que a realocação de investimentos e a segurança cambial estão se tornando prioridades nessas circunstâncias.
A TD Securities também observa que a fase atual de defesa da moeda neste contexto geopolítico tende a ser desfavorável para o ouro. Quando existe uma percepção de vitória consolidada, isso pode desencorajar a compra de ouro, uma vez que países priorizam importações de energia e buscam estabilizar suas economias e moedas em vez de diversificar suas reservas em ativos como o ouro.
Fonte: www.moneytimes.com.br

