Os preços do ouro apresentaram uma queda na terça-feira, revertendo os ganhos anteriores. Um dólar americano mais forte impôs pressão sobre o metal precioso, mesmo em meio à avaliação dos investidores em relação ao aumento das tensões no Oriente Médio e às preocupações com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo.
O preço do ouro à vista caiu 0,4%, alcançando a marca de US$ 5.303,12 a onça, às 03h24 (horário de Brasília). Esse movimento se deu após uma alta de até 1% no início da sessão, quando o ouro foi cotado a US$ 5.379,65 a onça.
Os contratos futuros de ouro nos Estados Unidos permaneceram praticamente inalterados, sendo negociados a US$ 5.316,06 por onça. Na sessão anterior, o metal havia registrado uma alta de 1%.
As tensões geopolíticas dão suporte ao ouro
Tradicionalmente, o ouro é considerado um ativo de refúgio seguro em períodos de instabilidade geopolítica e, com isso, ganhou força após um fim de semana repleto de intensa atividade militar no Oriente Médio.
Forças americanas e israelenses realizaram extensos ataques contra o Irã, resultando na morte do Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, além de vários comandantes de alto escalão. Essa situação desencadeou ataques retaliatórios com mísseis por parte de Teerã na região.
A violência não se limitou à fronteira iraniana, pois operações israelenses também se estenderam ao Líbano após ataques do Hezbollah. Além disso, houve relatos de um incidente envolvendo as defesas aéreas do Kuwait, que teriam abatido erroneamente aeronaves americanas.
O presidente Donald Trump afirmou que as operações militares podem se prolongar por várias semanas, evidenciando a incerteza em relação à liderança do Irã após a morte de Khamenei e destacando o potencial risco de instabilidade regional prolongada.
O Irã, por sua vez, ameaçou atacar qualquer embarcação que tente atravessar o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte global de petróleo. Essa ameaça intensificou os temores de interrupções no fornecimento e reforçou a busca por ativos de refúgio, como o ouro.
A força do dólar limita os ganhos; prata e platina recuam
Os preços do petróleo bruto apresentaram uma alta significativa, impulsionados por preocupações relacionadas ao risco de abastecimento, o que elevou as expectativas de inflação e contribuiu para a atratividade do ouro. No entanto, a força do dólar americano tem limitado o potencial de alta do metal no curto prazo.
O índice do dólar americano subiu 0,4% durante o pregão asiático, após ter disparado 0,8% na sessão anterior, atingindo seu maior patamar desde o final de janeiro. O fortalecimento do dólar geralmente pressiona o preço do ouro, uma vez que torna o metal mais caro para compradores que utilizam outras moedas.
Outros metais preciosos também reverteram os ganhos iniciais e apresentaram quedas relevantes. A prata, por exemplo, caiu 3%, sendo cotada a US$ 88,64 por onça, enquanto a platina recuou 4%, com preço estabelecido em US$ 2.224,06 por onça.
Os contratos futuros de cobre de referência na Bolsa de Metais de Londres (LME) permaneceram praticamente inalterados, com cotação de US$ 13.113,72 por tonelada. Por sua vez, os contratos futuros de cobre nos Estados Unidos apresentaram uma queda de 0,4%, alcançando o valor de US$ 5,94 por libra.

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