Ouro registra leve alta em meio a tensão internacional
O ouro apresentou uma leve alta nesta sexta-feira, dia 24, impulsionado pela expectativa de novas discussões entre representantes dos Estados Unidos e do Irã, marcadas para o final de semana na capital do Paquistão, Islamabad.
No mercado de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o contrato de ouro com vencimento em junho registrou um aumento de 0,35%, fechando a US$ 4.740,9 por onça-troy.
A prata, por sua vez, teve uma valorização de 1,20% para maio, alcançando o preço de US$ 76,414.
Durante a semana, a prata apresentou uma queda acumulada de 6,63%, enquanto o ouro caiu 2,84% no mesmo período.
O que impulsionou o ouro?
A commodity metálica apresentou variações à medida que o cenário da guerra no Oriente Médio se desenrolava, alternando momentos de queda e ligeira alta. Na manhã do dia 24, o ouro chegou a cair, alcançando um patamar inferior a US$ 4.700 por onça-troy, influenciado por informações sobre a instalação de minas pelo Irã no Estreito de Ormuz e por novas ameaças dos Estados Unidos, as quais intensificaram um clima de fragilidade na trégua. No entanto, a commodity recuperou-se ao longo do dia.
De acordo com uma análise do Swissquote, as tensões se mantêm em um nível “elevado”, com o cessar-fogo sendo descrito como “fragilizado”.
Na tarde do dia 24, o mercado recebeu um alívio com o anúncio da Casa Branca sobre a visita de Steve Witkoff e Jared Kushner ao Paquistão para participar de negociações com o Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que a operação dos Estados Unidos no país persa transicionou para uma “fase diplomática”.
A agência de notícias Associated Press divulgou que, conforme informação de dois funcionários paquistaneses, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deverá se deslocar até o Paquistão até o fim de semana para as negociações.
A IRNA, agência estatal iraniana, reportou que Araghchi fará uma viagem a Islamabad, capital do Paquistão, além de Mascate, no Omã, e Moscou, na Rússia, para conduzir consultas bilaterais e discutir os desdobramentos regionais, assim como os recentes acontecimentos do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.
Apesar das expectativas em relação ao ouro, as preocupações inflacionárias emergem como um fator limitante para o aumento de seu preço. Isso se dá uma vez que os bancos centrais avaliam o impacto da alta nos preços de energia e procedem a ajustes nas políticas monetárias. O banco holandês ING enfatiza que muitos bancos centrais devem “reagir a esse choque inflacionário”, levando em conta a duração do conflito e as repercussões sobre a navegação no Estreito de Ormuz.
Além disso, o mercado também se atentou ao fim das investigações conduzidas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) contra o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Essa investigação era um obstáculo para a nomeação de Kevin Warsh como o próximo presidente do banco central norte-americano.
Fonte: www.moneytimes.com.br