Pagamos mais impostos: um sinal positivo, afirma CEO

Pagamos mais impostos: um sinal positivo, afirma CEO

by Ricardo Almeida
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Resultados do Santander

O CEO do Santander (SANB11), Mário Leão, afirmou que o banco apresentou mais um resultado considerado de boa qualidade, apesar da queda de 1,8% no lucro em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No último período, o lucro do banco foi de R$ 3,8 bilhões, enquanto o mercado havia projetado um lucro de R$ 4 bilhões.

Durante uma coletiva com jornalistas em São Paulo, Leão destacou que o lucro antes da tributação cresceu 5,4% em relação ao quarto trimestre anterior, alcançando R$ 4,6 bilhões, embora tenha havido uma queda de 3,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Leão mencionou que “pagar imposto é um bom sinal, pois indica que o banco está oferecendo mais serviços e gerando mais atividade orgânica, o que resulta em uma queda no lucro”.

Segundo ele, essa é uma questão de natureza matemática, já que no Brasil não existe uma consolidação fiscal. Cada entidade paga seus próprios impostos, mesmo que pertença a um grupo maior.

“Assim, tendo uma base de impostos diferidos bastante significativa dentro do banco, e uma vez que essa base consome capital, é fundamental conseguir absorver esses impostos diferidos de forma mais ágil, liberando assim capital para emprestar a clientes de pessoa física e jurídica, além de adquirir títulos do Tesouro”, explicou.

Leão salientou que essa situação representa um rearranjo voltado para maximizar os resultados. A expectativa é que o banco consiga recuperar tanto os resultados quanto o ROE (retorno sobre o patrimônio líquido), que caiu para 16% neste trimestre.

Expectativas de Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE)

Uma preocupação constante entre analistas e investidores é o ROE. Leão reafirmou sua expectativa de que o banco consiga entregar um ROE acima de 20%, meta que espera atingir até 2028.

“Estamos bastante confiantes de que este ROE começará a crescer ao longo do ano”, afirmou.

Em uma avaliação sobre seu tempo como CEO, Leão garantiu que o Santander terá um lucro superior ao de 2021, ano em que assumiu a liderança do banco. Ele deve deixar o cargo até julho, quando Gilson Finkelsztain, atual da B3 (B3SA3), assume sua posição.

“Posso afirmar que teremos um lucro anual maior do que em 2021; no entanto, o ROE ainda não estará nesse patamar. Precisaremos aguardar até 2028 para isso”, explicou, acrescentando que também se sente muito otimista em relação ao lucro de 2026.

Índice de Inadimplência

Outra preocupação relevante é a inadimplência. No que se refere às dívidas de longo prazo, o índice de inadimplência acima de 90 dias permanece elevado, alcançando 3,3%. Isso representa um aumento de 0,2 ponto percentual no trimestre e 0,6 ponto percentual em comparação ao mesmo período do ano anterior, com maior incidência entre indivíduos de menor renda e entre pequenas e médias empresas.

Apesar desses dados preocupantes, no que diz respeito às despesas com provisões para crédito duvidoso (PDD), que são reservas que os bancos criam para se proteger de calotes, o Santander provisionou R$ 6,3 bilhões, o que representa uma alta de 3,9% em relação ao trimestre anterior, mas uma queda de 0,7% em comparação ao ano passado. Segundo Leão, mesmo que o número tenha apresentado um aumento modesto, isso é aceitável dado o atual cenário econômico.

“Esse é um ponto confirmado. Acreditamos que a evolução dessa linha será positiva a cada trimestre e também na comparação anual. Contudo, é inevitável que com a desaceleração mais lenta dos juros, a velocidade de melhora desse índice diminua”, acrescentou.

Na prática, Leão ressalta que essa situação impacta diretamente os resultados do banco. Quanto mais devagar a queda das taxas de juros, mais lentamente esse indicador tende a melhorar.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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