Para onde pode ir o S&P 500, dependendo do desenrolar da guerra.

Expectativas sobre o S&P 500

O S&P 500 pode seguir caminhos distintos no próximo mês, dependendo dos desdobramentos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, conforme análise da UBS. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o mercado de ações tem enfrentado dificuldades, com investidores preocupados com o impacto contínuo de preços elevados do petróleo, que podem aumentar os custos na economia e afetar o consumo.

Impacto do Conflito nos Lucros Corporativos

Para compreender as repercussões nos lucros das empresas, Wall Street tem se concentrado em avaliar a duração potencial da guerra e seu provável impacto econômico global. Em março, o S&P 500 registrou uma queda superior a 5%, sinalizando que pode alcançar sua pior performance mensal em um ano. Essa situação deixou o índice de referência negativo no acumulado do ano até o momento.

O economista-chefe da UBS, Arend Kapteyn, destacou em um relatório aos clientes que "março tem sido um mês desafiador para os mercados financeiros, considerando o conflito no Oriente Médio". Ele enfatizou que o que inicialmente foi considerado uma "excursão de curto prazo" já se estende pela quarta semana.

Cenários Futuras para o S&P 500

Kapteyn sugeriu que, se a guerra puder chegar a uma "resolução rápida", o S&P 500 poderia alcançar seu ponto mais baixo em breve e, eventualmente, se recuperar para atingir 7.150 até o final do ano. Essa projeção implica uma alta de 8,5% em relação ao fechamento da quarta-feira anterior, além de uma possível valorização adicional após a queda de quinta-feira.

Por outro lado, caso a interrupção dos negócios se prolongue até o final de abril, Kapteyn mencionou que o S&P 500 poderia cair para níveis próximos a 6.000 antes de começar a se recuperar. Esse cenário representaria uma queda de quase 9% em comparação ao índice no fechamento de quarta-feira.

Possíveis Consequências de uma Crise Prolongada

Se um choque mais persistente resultar em escassez de energia, o S&P 500 poderia sofrer uma queda acentuada, atingindo talvez a faixa de 5.350. Isso implicaria uma desvalorização adicional de 19% em relação ao nível em que o índice encerrou na quarta-feira.

Desempenho dos Mercados Asiáticos e Europeus

A UBS destacou que os mercados asiáticos devem ser os mais impactados, dado seu alto grau de dependência em relação à energia do Golfo Pérsico. Além disso, Kapteyn previu que as ações europeias tenderão a um desempenho inferior em comparação com as dos Estados Unidos.

Reações do Mercado e Expectativas de Paz

A leve recuperação do mercado na segunda-feira demonstrou que os investidores americanos ainda tendem a manter esperanças por um cessar-fogo e uma resolução rápida para o conflito. No entanto, de forma preocupante, o economista baseado em Londres também observou que as recessões costumam ser antecedidas por aumentos nos preços do petróleo, devido aos efeitos em cascata que esses aumentos provocam na economia.

Fonte: www.cnbc.com

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