Participação do governo do DF no BRB deve crescer com aporte até 28 de maio

Participação do governo do DF no BRB deve crescer com aporte até 28 de maio

by Fernanda Lima
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GDF e Ações do BRB

O Governo do Distrito Federal (GDF) tem até o dia 28 de maio para adquirir as ações emitidas pelo Banco de Brasília (BRB) após a aprovação do aumento de capital pela instituição regional, caso deseje continuar como acionista majoritário. Atualmente, o Palácio do Buriti controla o banco e possui uma participação de 53,71% nas ações.

Aumento de Capital e Direito de Preferência

Recentemente, o Conselho de Administração do BRB aprovou um aumento de capital que garante aos atuais acionistas, incluindo o GDF, o direito de preferência para subscrever as novas ações emitidas, na proporção de sua participação atual. Esse direito deve ser exercido no período entre 29 de abril e 28 de maio de 2026.

O preço de cada ação foi fixado em R$ 5,36, valor que está acima da cotação do mercado. Em uma atualização recente, os papéis do banco encerraram o dia anterior cotados a R$ 4,99. Fontes consultadas pela CNN Money indicam que, com o novo capital social do banco, há uma expectativa de que a participação acionária do GDF aumente.

Entretanto, o percentual específico ainda não está definido, uma vez que dependerá da decisão dos demais acionistas, que têm até o final de maio para se manifestar sobre o aumento de capital.

Aporte Necessário para Subscrever Ações

Com o aumento de capital do BRB, o GDF será obrigado a realizar um aporte financeiro para subscrever as ações. De acordo com as informações obtidas, o montante a ser investido varia conforme a participação acionária final, com estimativas que indicam que o volume financeiro necessário poderá ser entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões, considerando a subscrição máxima das ações.

Em uma nota encaminhada à CNN Money, o BRB esclareceu que o direito de preferência oferece prioridade, mas não impõe a obrigação de subscrição integral. “O acionista pode optar por subscrever a totalidade das ações a que tem direito, preservando sua participação societária, ou adquirir apenas parte delas, avaliando posteriormente a eventual subscrição de ações remanescentes, conforme sua estratégia e disponibilidade financeira”, afirmou.

Proposta de Aumento de Capital

A proposta de aumento de capital aprovada pelo BRB prevê um acréscimo de até R$ 8,8 bilhões ao capital do banco. Caso a subscrição mínima ocorra, o capital social da instituição subirá para R$ 2,88 bilhões. Se a subscrição máxima for alcançada, o valor total do capital poderá chegar a R$ 11,16 bilhões.

Atualmente, o capital social do BRB é de R$ 2,344 bilhões. A oferta de ações do BRB será realizada por meio de subscrição privada, o que significa que somente aqueles que já integram a base de acionistas do banco poderão adquirir os novos ativos.

A administração decidiu propor o aumento de capital como uma medida estruturante com os seguintes objetivos:

  • Refazer a estrutura de capital da companhia;
  • Fortalecer os indicadores prudenciais e patrimoniais do BRB;
  • Assegurar níveis adequados de capitalização e índices de Basileia;
  • Ampliar a capacidade de crescimento das operações da companhia.

Desdobramentos e Expectativas

A assembleia geral extraordinária, que estava agendada para março, teve que ser cancelada após queixas judiciais sobre um projeto de lei aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Este projeto previa o uso de imóveis do governo como garantia para o BRB. Naquele período, o banco também adiou a divulgação de seu balanço, cuja data limite era 31 de março.

Fontes consultadas pela CNN Money afirmaram que é esperado que o balanço do BRB referente ao exercício de 2025 seja divulgado no dia 29 de maio.

Neste contexto, o GDF requisitou ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) um empréstimo de R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB. Esse empréstimo poderá ser garantido por hipotecas sobre bens imóveis do DF, ações de empresas públicas do Distrito Federal, como Caesb e CEB, ou outras garantias indicadas pelo FGC.

Na última quinta-feira, o desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), suspendeu partes da lei distrital que permitia ao governo do DF utilizar bens públicos como garantia para reforçar o capital do BRB. A decisão foi uma resposta a um pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e tem efeito imediato.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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