Impacto da Inteligência Artificial no Local de Trabalho
Quatro em cada cinco trabalhadores acreditam que a inteligência artificial (IA) terá um efeito significativo nas tarefas diárias no local de trabalho. A Geração Z se destaca como um grupo particularmente preocupado, à medida que as empresas adotam cada vez mais chatbots de IA e automação, conforme revela uma pesquisa divulgada pela agência de recrutamento Randstad na terça-feira, dia 20.
Aumento nas Vagas de "Agentes de IA"
Os dados fornecidos pela Randstad indicam um aumento impressionante de 1.587% nas vagas de emprego que exigem habilidades relacionadas a "agentes de IA". Essa informação faz parte da pesquisa anual "Workmonitor" realizada pela agência, que sugere que tanto a IA quanto a automação estão se tornando responsáveis pela substituição de funções transacionais de baixa complexidade.
Metodologia da Pesquisa
A Randstad, uma das principais agências de recrutamento global, conduziu entrevistas com 27.000 trabalhadores e 1.225 empregadores, além de analisar mais de 3 milhões de anúncios de emprego em 35 mercados distintos para a realização da pesquisa.
Ceticismo entre Trabalhadores
O presidente-executivo da Randstad, Sander van ‘t Noordende, comentou à Reuters sobre o ceticismo dos trabalhadores em relação às intenções das empresas. Ele destacou que os empregados acreditam que as companhias buscam, principalmente, economizar custos e aumentar a eficiência por meio da adoção de novas tecnologias.
Preocupações da Geração Z
A pesquisa indica que a Geração Z, composta por indivíduos nascidos entre meados de 1990 e a década de 2010, é a faixa etária mais preocupada com a implementação de IA no ambiente de trabalho.
Temores Relacionados à Tecnologia
Quase metade dos trabalhadores entrevistados expressaram preocupações de que a tecnologia possa beneficiar mais as empresas do que os próprios funcionários. Esse dado ressalta a apreensão em torno do impacto desigual que a automação pode ter nas condições de trabalho.
Discrepância na Perspectiva de Crescimento
A pesquisa também revelou uma disparidade nas percepções entre empregadores e trabalhadores em relação ao desempenho dos negócios. Cerca de 95% dos empregadores entrevistados acreditam que haverá crescimento nas suas empresas neste ano, enquanto apenas 51% dos funcionários compartilham desse mesmo otimismo, evidenciando um possível descompasso nas expectativas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


