Petrobras (PETR4) anunciará aumento de 55% no preço do querosene de aviação, revela controladora da Gol.

Petrobras (PETR4) anunciará aumento de 55% no preço do querosene de aviação, revela controladora da Gol.

by Ricardo Almeida
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Grupo Abra e aumento no querosene de aviação

O Grupo Abra, holding que controla a companhia aérea Gol Linhas Aéreas Inteligentes (GOLL54), anunciou nesta terça-feira (31) que a Petrobras (PETR3;PETR4) elevará os preços do querosene de aviação (QAV) em aproximadamente 55% a partir de 1º de abril.

Essa decisão é consequência do aumento nos preços globais do petróleo, exacerbado pela tensão entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Tal aumento pode intensificar a pressão sobre o setor aéreo no Brasil, que já enfrenta desafios, especialmente em um momento em que duas de suas principais empresas, Gol e Azul, estão em processo de reestruturação de dívidas.

O combustível representa mais de 30% dos custos operacionais das companhias aéreas no Brasil, país onde a Petrobras é a principal produtora de petróleo e a maior responsável pela atividade de refino.

A Petrobras ajusta os preços do combustível para aviação no início de cada mês, levando em consideração diversos fatores, incluindo os preços internacionais do petróleo e as taxas de câmbio.

A companhia petrolífera não se pronunciou imediatamente em resposta a um pedido de comentário sobre o aumento anunciado.

Tarifas mais altas

O acréscimo nos preços do combustível de aviação, influenciado pelo conflito no Oriente Médio, tem impactado o setor aéreo global, levando as companhias a aumentarem suas tarifas e a reavaliarem suas perspectivas financeiras.

Manuel Irarrazaval, diretor financeiro da Abra, destacou que o aumento da Petrobras em abril será considerado “moderado” em relação ao aumento nos preços globais. Ele acrescentou que a estratégia de ajustes mensais de preços adotada pela empresa petrolífera possibilita que as companhias aéreas gerenciem de forma mais eficiente os custos elevados.

No entanto, Irarrazaval reconheceu em uma conferência com analistas que a Abra, que também controla a colombiana Avianca, precisa aumentar os preços em cerca de 10% para cada incremento de US$1 por galão no preço do combustível de aviação.

Por sua vez, a concorrente Azul informou, na semana passada, que já havia elevado suas tarifas médias reservadas em mais de 20% nas últimas três semanas. A companhia ainda anunciou que limitará o aumento das tarifas como forma de mitigar o impacto do crescimento dos preços do combustível, reduzindo sua capacidade doméstica em 1% no segundo trimestre.

Reação do governo

O jornal Folha de S.Paulo noticiou, na segunda-feira (30), que o governo brasileiro planejava anunciar um conjunto de medidas para atenuar o impacto dos custos elevados do petróleo nas companhias aéreas locais. Entre as medidas, constariam uma linha de crédito destinada à compra de combustível e cortes de impostos para o setor.

O Ministério dos Portos e Aeroportos do Brasil não deu resposta imediata a um pedido de comentário sobre as possíveis medidas que estão sendo discutidas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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