Acordo entre Novonor e IG4
O acordo entre a Novonor e a empresa de investimentos IG4 para a transferência da participação da antiga Odebrecht na petroquímica Braskem (BRKM5) foi celebrado na segunda-feira, dia 15, pela Petrobras (PETR4). A estatal possui uma participação significativa na Braskem, mas tem expressado insatisfações em relação à sua representatividade na gestão da companhia.
Implicações do Novo Acordo
O entendimento anunciado é considerado um primeiro passo para a formação de um novo acordo de acionistas, que permita uma maior presença e participação da Petrobras na administração da maior petroquímica da América Latina. Essa informação foi compartilhada por três fontes próximas à Petrobras à agência Reuters.
Atualmente, a Petrobras detém 47% do capital votante e 36,1% do capital total da Braskem, ocupando quatro cadeiras em um conselho de administração que conta com 11 membros. Já a Novonor possui sete cadeiras, detendo 50,1% das ações ordinárias.
Proposta de Paridade
A proposta para o futuro acordo sugere que a Petrobras tenha paridade na empresa, ou seja, ocupe quatro diretorias e cinco cadeiras no conselho, que totaliza 11. A direção executiva ficaria a cargo da IG4, que indicaria o CEO no primeiro mandato, enquanto a Petrobras assumiria a presidência do conselho de administração.
Uma das fontes próximas à Petrobras comentou: “Aí é um novo papo e uma nova gestão para a Braskem”. Além disso, mencionou que os 4% de ações que permanecerão com a Novonor serão retirados da carteira da IG4.
Progresso nas Negociações
Uma segunda fonte vinculada à estatal afirmou que, após a assinatura do termo de compromisso sobre a paridade na gestão da Braskem, ainda será necessário um “período de alguns meses” para definir o novo acordo de acionistas. Conforme o anúncio inicial, a IG4 dispõe de 60 dias de exclusividade para negociar os detalhes do novo entendimento com a Novonor.
Essa mesma fonte destacou que as conversas com a Petrobras tiveram início há algum tempo e já estão bem encaminhadas. “É uma excelente notícia depois de sete ou oito anos de idas e vindas”, acrescentou a fonte.
Estratégia da Petrobras
Dentro da Petrobras, a possibilidade de exercer o direito de preferência na compra das ações da Novonor na Braskem para a IG4 ainda não é discutida. Contudo, existe uma expectativa de que a empresa de investimentos colaborará com a estatal para aprimorar os resultados da petroquímica, o que permitirá uma futura revenda dessa participação.
A terceira fonte mencionou que a Petrobras não está considerando a compra do controle da Braskem neste momento. “Não é viável adquirir a Braskem, uma vez que existem várias questões a serem consideradas, como a legislação relacionada às estatais, o desinteresse da Petrobras e a perspectiva de que a IG4 poderá vender sua participação a um novo sócio no futuro”, explicou.
Expectativas Futuras
“Nosso objetivo é estar mais presente no cotidiano operacional da empresa, que é uma grande organização e uma das maiores do mundo. Podemos impulsionar a empresa”, afirmou uma fonte próxima à Petrobras.
A expectativa é de que um acordo definitivo com a IG4 seja assinado em aproximadamente 30 dias, seguido de mais 30 dias para a conclusão da operação. “Quando eles (Novonor, bancos credores e IG4) formalizarem o acordo definitivo, a Petrobras deve estar pronta para agilizar o processo”, comentou a terceira fonte, referindo-se à eventual renúncia do direito de preferência da estatal na venda da participação da Novonor na Braskem.
A fonte adicional mencionou que a previsão é de que a Braskem já esteja sob nova gestão até março de 2026. “Isso deve ser celebrado; representa um passo significativo que as empresas deram, pondo fim a oito anos de controvérsias e abrindo um novo capítulo positivo”, acrescentou a segunda fonte.
Fonte: www.moneytimes.com.br