Petrobras (PETR4) continua atraente, mesmo após valorização de 60% no ano, afirma XP

Perspectivas para a Petrobras

A Petrobras (PETR4) permanece como uma das principais recomendações da XP Investimentos, mesmo após uma valorização significativa de aproximadamente 60% das ações em 2026. De acordo com a corretora, o ativo ganhou maior atratividade em face das mudanças no cenário do petróleo, impulsionadas pela guerra no Irã, além da resiliência na geração de caixa da empresa, mesmo considerando a política de preços praticada no mercado doméstico.

Fluxo de Caixa Livre para Acionistas

A instituição financeira ressalta que, caso a Petrobras seguisse de maneira integral a paridade de importação (IPP), poderia gerar um fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE) da ordem de aproximadamente US$ 29,8 bilhões por ano. Contudo, este não é o cenário que se observa atualmente.

A estatal tem mantido os preços de diesel e gasolina relativamente estáveis no mercado interno, o que limita o potencial de aumento. Essa situação concentra a captura de valor nas exportações e em vendas que estão atreladas a benchmarks internacionais, conforme analisa a XP.

Em função disso, segundo a corretora, a empresa deixa de capturar um potencial de ganho estimado em US$ 15,6 bilhões anuais. Em compensação, a XP enfatiza que os subsídios governamentais, que somam cerca de R$ 1,12 por litro, acrescentam aproximadamente US$ 6,5 bilhões ao FCFE, elevando a receita total para cerca de US$ 20,7 bilhões em um cenário onde o preço do Brent seja de US$ 100 por barril.

Impacto da Guerra no Cenário do Petróleo

Com relação ao impacto da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, antes do seu início, o mercado estimava que o preço do Brent ficaria próximo de US$ 60 por barril. Essa expectativa implicaria um yield de FCFE de cerca de 4% para 2026, segundo os dados da XP. Desde o advento do conflito, os preços do petróleo subiram significativamente, e as previsões migraram para uma faixa estruturalmente mais elevada.

Em discussões com investidores, a XP observa que já existem premissas em torno de US$ 70 por barril para o ano de 2027, o que poderia fazer o yield de FCFE aumentar para cerca de 9% nos níveis atuais das ações. No curto prazo, com o preço do Brent em torno de US$ 100, os analistas estimam que esse retorno pode chegar a aproximadamente 15%.

Comportamento dos Preços ao Consumidor

A XP também destaca o comportamento em relação aos preços ao consumidor nos últimos períodos. Embora os preços praticados nas refinarias da Petrobras tenham permanecido estáveis, os combustíveis já passaram por um aumento nos preços ao consumidor desde o final de fevereiro. O diesel S-10 subiu cerca de 24% nesse intervalo, atingindo uma média de R$ 7,58 por litro, enquanto a gasolina avançou 8%, tendo seu preço aumentado para R$ 6,77 por litro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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