Petrobras Planeja Novo Plano Estratégico
A Petrobras (PETR4) se encontra na fase final de elaboração de seu novo plano estratégico, que abrangerá o período de 2026 a 2030. O objetivo principal é manter investimentos significativos voltados à ampliação de refinarias, à melhoria da eficiência energética e à retomada do setor de fertilizantes, conforme declarado por William França, diretor executivo de Processos Industriais e Produtos.
Investimentos em Refino e Transporte
França informou aos jornalistas, durante o congresso de mineração Exposibram, que a empresa não reduzirá os investimentos em sua área de refino, transporte e comercialização (RTC). “Os investimentos estão mantidos”, ressaltou o executivo.
Necessidade de Otimização
Em contrapartida, ele mencionou a importância de uma “visão de otimização”, devido à queda nos preços do petróleo em relação aos valores previstos no planejamento estratégico anterior, que abrangia o período de 2025 a 2029.
Exemplo de Otimização
França apontou que pode ser necessário adiar um pouco as paradas programadas das refinarias e negociar com fornecedores para obter preços mais competitivos. Ele destacou: “Eu posso otimizar a gestão de custos das refinarias para que eu possa então ter um… custo de operação mais baixo, um investimento nas paradas programadas também mais baixo, mais adequado”.
Expectativas para a Braskem
O diretor expressou otimismo em relação à petroquímica Braskem. De acordo com França, a Petrobras espera chegar a um acordo com a Novonor e bancos, o que possibilitará uma participação maior da estatal nas decisões da petroquímica.
Participação no Capital da Braskem
Entretanto, França negou que exista atualmente uma discussão sobre um aumento na participação da Petrobras no capital da Braskem. Ele reconheceu que o setor petroquímico enfrenta um momento desafiador, mas acredita que a situação começará a melhorar nos próximos três a quatro anos. “A gente acha que nos próximos três, quatro anos isso vai mudar, a gente tem certeza que a gente vai partir do ciclo petroquímico aí de bonança, de coisa boa”, afirmou.
Informações do primeiro semestre mostram que a Petrobras detém 47% do capital votante da Braskem, enquanto a Novonor, antiga Odebrecht, detém 50,1%.
Fonte: www.moneytimes.com.br


