Petrobras (PETR4), Copasa (CSMG3), Raízen (RAIZ4) e Outros Destaques do Mercado de Quinta-Feira (29)

Destaques Corporativos do Dia

Os contratos de venda de petróleo da Petrobras (PETR4) com refinarias indianas, os detalhes da proposta de privatização da Copasa (CSMG3) e a prévia da Raízen (RAIZ4) são alguns dos principais destaques corporativos desta quinta-feira, dia 29 de setembro.

Petrobras (PETR4) firma vendas de petróleo com refinarias indianas que podem superar US$ 3 bilhões

A Petrobras (PETR4) anunciou na quarta-feira, 28 de setembro, que renovou e ampliou contratos de venda de petróleo com as principais refinadoras estatais indianas. Esses contratos incluem instrumentos comerciais que representam a potencial venda de até 60 milhões de barris, totalizando um valor que pode ultrapassar a cifra de US$ 3 bilhões.

Os acordos com a Indian Oil Corporation Limited (IOC), a Bharat Petroleum Corporation Limited (BPCL) e a Hindustan Petroleum Corporation Limited (HPCL) terão validade até março de 2027, conforme informações fornecidas pela Petrobras.

O diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Cláudio Schlosser, comentou que “os contratos reforçam a presença da Petrobras no mercado indiano e contribuem para a diversificação de nossa carteira de clientes de exportação de petróleo”.

Os acordos foram formalizados durante um encontro de líderes globais do setor energético, realizado na cidade de Goa.

Privatização da Copasa (CSMG3) se dará por oferta secundária, segundo proposta

O processo de privatização da companhia mineira de saneamento Copasa (CSMG3) será conduzido pelo modelo de oferta secundária de ações, sem a presença de tranche primária. Essa informação foi divulgada pelo governo de Minas Gerais na quarta-feira, 28 de setembro.

Atualmente, o governo estadual possui uma participação de 50,03% na Copasa e, de acordo com a proposta apresentada, utilizará os recursos oriundos da venda de suas ações para quitar uma dívida do Estado com a União.

A proposta, que deverá ser aprovada em assembleia geral de acionistas da Copasa, prevê que o governo de Minas Gerais poderá vender até a totalidade de sua participação na companhia, além de considerar a possibilidade de um acordo de acionistas entre o investidor de referência e o Estado, que conferirá determinados direitos de veto ao Estado.

A venda da totalidade das ações detidas pelo Estado poderá ocorrer se não houver atração de investidores estratégicos. Caso exista, o governo poderá reter uma participação de 5% na Copasa.

Raízen (RAIZ4) reduz em 23% a moagem de cana no trimestre

A Raízen (RAIZ4) revelou na quarta-feira, 28 de setembro, que a moagem de cana-de-açúcar no terceiro trimestre da safra 2025/2026 totalizou 10,6 milhões de toneladas, apresentando uma diminuição de 23% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

A companhia também indicou que a produção de açúcar caiu quase 17% nesse intervalo, totalizando 1,5 milhão de toneladas.

O volume de vendas de etanol próprio durante o período foi de 778 mil metros cúbicos, em comparação aos 895 mil do ano anterior. No mesmo trimestre, a venda de açúcar próprio alcançou 1,328 milhão de toneladas, versus 1,168 milhão na comparação anual.

A divulgação dos resultados operacionais ocorreu logo após as ações da Raízen se destacarem na bolsa brasileira, figurando como as de maior alta do Índice Bovespa (IBOV) e da B3.

Sabesp (SBSP3) conclui aquisição de participação da Eletrobras na Emae por R$ 476 milhões

A Sabesp (SBSP3) comunicou na quarta-feira, 28 de setembro, a finalização da compra de uma participação na Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) junto à Axia Energia (AXIA3).

A companhia adquiriu aproximadamente 14,9 milhões de ações preferenciais da Emae, correspondendo a cerca de 40% do capital total da empresa e quase 67% das ações preferenciais. O valor pago foi de R$ 32,07 por ação, totalizando cerca de R$ 476 milhões.

A antiga Eletrobras, em um comunicado separado, destacou que a operação contribui para simplificar sua estrutura e otimizar a alocação de capital, conforme estabelecido em seu Plano Estratégico.

Com a conclusão da transação, a Sabesp passa a deter aproximadamente 70% do capital social total da Emae.

Alpargatas (ALPA4) elege João Moreira Salles como presidente do conselho de administração

A Alpargatas (ALPA4) designou João Moreira Salles como novo presidente do conselho de administração da empresa, substituindo Pedro Moreira Salles.

Em ata da reunião do conselho, divulgada na quarta-feira, 28 de setembro, a empresa informou que a saída de Pedro se deve a suas atividades acadêmicas como professor adjunto na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, que ocorrerão ao longo de 2026.

Como João Moreira Salles já fazia parte do grupo, a vaga deixada por Pedro será ocupada por Guilherme Bottura, atualmente membro do Comitê de Finanças da companhia.

A companhia também nomeou Rodolfo Villela Marino para a nova posição de vice-presidente do conselho.

Guararapes, dona da Riachuelo, define data para troca de ticker na B3

A Guararapes, controladora da Riachuelo, anunciou na quarta-feira, 28 de setembro, a data para a alteração de seu ticker na B3. A partir de 5 de fevereiro de 2026, as ações da companhia serão negociadas sob o novo código RIAA3, substituindo o atual GUAR3. Além disso, o nome de pregão será alterado para Riachuelo.

A mudança já havia sido anunciada em dezembro, mas agora a empresa especificou a data que a alteração entrará em vigor. Segundo a varejista, essa iniciativa visa alinhar o código de negociação ao nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público.

Em um comunicado, a empresa enfatizou que a alteração do ticker representa um novo estágio de maturidade da Riachuelo, refletindo uma evolução integrada entre marca, operação e experiência do cliente, sustentada por disciplina, eficiência e foco no consumidor, com uma estratégia bem definida para os próximos ciclos.

Lavvi Empreendimentos (LAVV3) aprova R$ 200 milhões em dividendos

A Lavvi Empreendimentos (LAVV3) comunicou, por meio de fato relevante, a aprovação de dividendos intermediários no valor de R$ 200 milhões, a serem distribuídos aos acionistas detentores de ações da companhia na data-base de 2 de fevereiro de 2026.

Cada ação ordinária receberá o valor de R$ 1,02336154291, desconsideradas as unidades em tesouraria. As ações passarão a ser negociadas “ex-proventos” a partir de 3 de fevereiro.

O pagamento dos dividendos poderá ser realizado até o dia 31 de dezembro de 2026, conforme a disponibilidade de caixa da empresa.

A companhia esclareceu ainda que os dividendos não estarão sujeitos a atualização monetária ou incidência de juros até o efetivo repasse.

De acordo com a Lavvi, a decisão ocorreu em uma reunião do conselho de administração e considera a decisão liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até 31 de janeiro de 2026, o prazo para que companhias deliberem sobre lucros e dividendos sem a incidência de impostos.

Banco de Brasília (BRB): Marcelo Talarico e Luis Resende deixam conselho

O Banco de Brasília (BRB) informou ao mercado sobre os pedidos de renúncia de Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende aos cargos de membros do conselho de administração, bem como em comitês, em meio aos desdobramentos do caso Master e mudanças na direção do banco.

Conforme o fato relevante divulgado na noite de quarta-feira, 28 de setembro, as renúncias têm efeito imediato. As saídas dos conselheiros ocorrem duas semanas após o acionista controlador do BRB, o governo do Distrito Federal, convocar uma assembleia para a eleição de um novo conselho de administração no dia 19 de fevereiro.

Os acionistas do BRB deverão deliberar na assembleia sobre a indicação de Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré para compor o novo conselho.

Em janeiro, o BRB nomeou Raphael Vianna de Menezes como presidente do conselho de administração e Antônio José Barreto de Araújo Júnior como diretor-executivo de finanças, em uma série de mudanças em sua alta administração.

ISA Energia (ISAE4) incrementa 21ª emissão de debêntures, que pode chegar até R$ 3,86 bilhões

A ISA Energia (ISAE4) anunciou a inclusão de um lote adicional de até 70.000 debêntures, totalizando um montante adicional de até R$ 70 milhões, na oferta inicial de R$ 3,79 bilhões de debêntures simples que foi anunciada em 15 de janeiro.

No comunicado feito ao mercado na quarta-feira à noite, a empresa confirmou que o valor total da emissão poderá alcançar até R$ 3,86 bilhões.

A emissão dessa oferta de debêntures será realizada em até três séries.

PicPay precifica IPO em Nova York a US$ 19 por ação

O banco digital PicPay, pertencente à família Batista, controladora da JBS, precificou sua oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos a US$ 19 por papel, alcançando o valor mais alto da faixa indicativa, conforme informou a empresa na noite da quarta-feira, 28 de setembro.

A empresa anunciou que vendeu cerca de 22,9 milhões de ações Classe A na oferta, levantando aproximadamente US$ 434 milhões.

Os subscritores terão um prazo de 30 dias para exercer a opção de aquisição de 3,4 milhões de ações adicionais, o que pode elevar o valor total da transação para aproximadamente US$ 500 milhões.

A faixa de preços indicada para o IPO tinha início em US$ 16 e essa operação marca o retorno da listagem de empresas brasileiras em Nova York após um intervalo de quatro anos.

*Com informações da Reuters

Fonte: www.moneytimes.com.br

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