Projeto Libra Rocks
A Petrobras (PETR4), em parceria com Shell Brasil, TotalEnergies, CNPC, CNOOC e PPSA, anunciou a destinação de R$ 151 milhões para o projeto Libra Rocks. Essa iniciativa tem como objetivo impulsionar a produção no campo de Mero, que é o terceiro maior ativo da companhia no pré-sal da bacia de Santos, localizado no bloco de Libra. A informação foi divulgada pela estatal na manhã desta terça-feira.
Objetivos do Projeto
O projeto visa desenvolver tecnologias inovadoras e elaborar modelos geológicos conceituais. De acordo com Bruno Moczydlower, gerente executivo de Libra, o Libra Rocks possui potencial para atenuar incertezas na curva de produção. Além disso, pretende aumentar a eficiência na gestão de reservatórios, otimizar a locação de novos poços e aprofundar o conhecimento sobre o momento ideal para a injeção de CO2 e a carga de óleo no reservatório.
Parcerias Acadêmicas
O acordo implica a colaboração com instituições de ensino superior, como a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). Estas universidades receberão equipamentos de ponta destinados ao mapeamento detalhado das rochas carbonáticas que se formaram há mais de 120 milhões de anos. Moczydlower destacou que a expectativa é de que essas inovações aumentem o fator de recuperação e tornem a administração dos reservatórios mais eficiente.
Inovações Tecnológicas
Um dos principais avanços esperados no projeto é a aplicação de inteligência artificial. Com essa tecnologia, serão desenvolvidos algoritmos que automatizam o processamento de dados geológicos, possibilitando a criação de modelos conceituais detalhados das rochas. O pacote de inovações inclui a técnica denominada “Rocha Digital”, que permite a produção de réplicas tridimensionais em alta resolução. Essa técnica tem como finalidade ampliar a caracterização dos poros e da permeabilidade.
Desafios Geológicos
Localizado a profundidades que podem chegar a 6 mil metros e sob lâminas d’água que atingem 2 mil metros, o campo de Mero apresenta um contexto geológico complexo, com alta salinidade, elevado teor de CO2 e reservatórios porosos. Essas características exigem soluções tecnológicas personalizadas, a fim de garantir a eficiência e a segurança nas operações.
Impacto em Outros Campos
A Petrobras enfatizou que os resultados obtidos com o projeto Libra Rocks têm potencial para serem replicados em outros campos do pré-sal, tanto na bacia de Santos quanto na bacia de Campos. Isso contribuirá para afirmar a posição do Brasil como um polo de inovação no setor de óleo e gás.
Financiamento e Pesquisa
O projeto será financiado por meio da cláusula de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A iniciativa mobilizará mais de 150 pesquisadores e proporcionará aproximadamente 90 bolsas para estudantes de iniciação científica, bem como para pós-graduandos, incluindo mestrados e doutorados.
Integração de Geociências e Tecnologia
Ao integrar geociências e inteligência artificial, a iniciativa reforça a estratégia da Petrobras de destinar recursos significativos à pesquisa e ao desenvolvimento de mão de obra qualificada. A empresa busca assim manter o Brasil na vanguarda da exploração em ambientes offshore, contribuindo para o avanço tecnológico do setor.
Fonte: www.moneytimes.com.br


