Descoberta de Petróleo na Bacia de Campos
A Petrobras (PETR4) anunciou ao mercado uma nova descoberta de petróleo na Bacia de Campos, situada no estado do Rio de Janeiro, conforme um comunicado divulgado nesta segunda-feira, 17 de outubro.
Segundo a empresa, foi identificada a presença de petróleo de “excelente qualidade” na camada pós-sal da bacia, em um poço de exploração localizado no bloco Sudoeste de Tartaruga Verde. O comunicado detalha que o poço 4-BRSA-1403D-RJS está situado a 108 quilômetros da costa, na cidade de Campos dos Goitacazes, e foi perfurado a uma profundidade de 734 metros abaixo do nível do mar.
A perfuração deste poço já foi concluída, e a presença de um intervalo portador de petróleo foi confirmada por meio de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido. As amostras coletadas seguirão para análises laboratoriais, com o objetivo de caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos encontrados, além de possibilitar a continuidade da avaliação do potencial da área explorada.
Revisão do Orçamento de Investimentos da Petrobras
A Petrobras está considerando a redução de seu orçamento de investimentos para cerca de US$ 106 bilhões no plano estratégico que abrange o período de 2026 a 2030, conforme reportado pela Bloomberg, citando fontes com conhecimento das discussões internas.
Esse novo plano será submetido à avaliação do conselho de administração em 27 de novembro e está programado para ser apresentado ao mercado no dia 28 do mesmo mês. Se confirmado, o capex (capital expenditure) estimado pela diretoria representará uma diminuição de aproximadamente 4,5% em comparação aos US$ 111 bilhões que estavam projetados para o período de 2025 a 2029, conforme o plano anterior.
A expectativa de investimento mais baixa reflete uma previsão de preços de petróleo mais fracos. O plano atual considera um preço do petróleo Brent em torno de US$ 83 por barril, enquanto a administração agora projeta uma faixa entre US$ 60 e US$ 65 para o período de 2026 a 2030, de acordo com a agência de notícias.
Fonte: www.moneytimes.com.br

