Anúncio de Acordo pela Petrobras
A Petrobras (PETR4) divulgou, nesta segunda-feira (20), a assinatura de um Acordo de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV) com a PPSA (Pré-Sal Petróleo S.A.). Este acordo refere-se à jazida compartilhada do pré-sal de Jubarte, que está localizada na Bacia de Campos.
Detalhes do Montante Devido
O montante que a Petrobras deve à PPSA é de R$ 1,54 bilhão. Esta quantia será paga em uma única parcela até o final do mês de outubro de 2025. Dentre esse valor total, R$ 1,47 bilhão já estava provisionado nas demonstrações contábeis do segundo trimestre de 2025. Essa informação pode ser encontrada na nota explicativa 17.4, que trata dos Acordos de Individualização da Produção (AIP).
Participações Definidas
O acordo tem origem na aprovação do AIP do pré-sal de Jubarte pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). A ANP estabeleceu as participações de cada empresa na jazida, sendo a Petrobras responsável por 97,25%. Outras participações incluem a Shell com 0,43%, a Brava com 0,20%, a ONGC com 0,23% e, por fim, a União, representada pela PPSA, com uma participação de 1,89%.
Ajustes Necessários
Com a nova configuração das participações, tornou-se necessário realizar ajustes nas receitas e despesas acumuladas. Esses ajustes incluem uma série de itens, como investimentos, custos operacionais, royalties e participações especiais, todos dimensionados de acordo com a fatia de cada empresa na produção.
Negociações em Andamento
Além do acordo com a PPSA, a Petrobras também anunciou que as negociações com os parceiros do campo de Argonauta — Shell Brasil, Enauta (Brava) e ONGC Campos — ainda estão em fase de andamento. Informações adicionais sobre essas negociações serão comunicadas ao mercado após sua conclusão.
Período de Equalização
O período de equalização que está sendo considerado pelo acordo vai de 6 de agosto de 1998, data de assinatura do contrato de concessão de Jubarte (BC-60), até 31 de julho de 2025. Esta data marca a véspera da entrada em vigor do AIP do pré-sal de Jubarte.
Fonte: www.moneytimes.com.br