Confira os destaques corporativos de hoje
Petrobras (PETR4) diz que analisa eventual compra da Refinaria de Mataripe
A Petrobras (PETR4) está avaliando a possível aquisição da Refinaria de Mataripe, que se encontra entre as oportunidades de investimento e negócios que estão continuamente sendo estudadas pela companhia. Esta informação foi confirmada pela empresa nesta quarta-feira, dia 25.
A declaração foi emitida em resposta a uma recente sugestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia indicado na semana anterior que a Petrobras poderia considerar a recompra do ativo localizado na Bahia, vendido para a Acelen, que pertence ao fundo Mubadala Capital, dos Emirados Árabes Unidos, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a estatal, a análise sobre esta potencial transação já havia sido mencionada anteriormente, no contexto de estudos realizados para uma parceria com o Mubadala na área de downstream, que inclui a compra de participação acionária em Mataripe e em um projeto de biorrefino. Segundo a companhia, “não há informações relevantes adicionais a serem divulgadas” no momento.
Mercado Livre (MELI34) diz que vai investir R$ 57 bi em 2026 no Brasil
A companhia de comércio eletrônico Mercado Livre (MELI34) anunciou que planeja investir R$ 57 bilhões na sua principal área, o Brasil, durante este ano. Este valor representa um aumento de 50% em relação ao que foi investido em 2025, conforme divulgado pela empresa na terça-feira, dia 24.
Dessa quantia, que inclui diversos custos e despesas operacionais, a maior parte será direcionada à expansão logística, ao fortalecimento da plataforma de marketplace de comércio eletrônico e ao aumento da carteira de crédito de sua unidade financeira, conhecida como Mercado Pago.
A empresa, que tem sede no Uruguai, mas gera mais da metade de sua receita no Brasil, revelou que tem planos para abrir 14 novos centros de distribuição do modelo “fulfillment” no país neste ano, totalizando 42 centros em operação.
Além disso, a companhia estima que criará aproximadamente 10.000 novos empregos no Brasil em 2026, focando nas áreas de logística, serviços financeiros e tecnologia, elevando o total de colaboradores no país para mais de 70.000 até o final do ano.
Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos
A Allos (ALOS3) comunicou que seu conselho de administração aprovou a distribuição de R$ 146 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), além de R$ 292 milhões em dividendos intermediários.
Conforme o aviso enviado ao mercado, o montante bruto do JCP será de R$ 0,292479767 por ação, com uma data de corte agendada para 27 de março e pagamento previsto para 9 de abril.
Os dividendos intermediários serão divididos em duas parcelas de R$ 146 milhões cada, também correspondendo a R$ 0,292479767 por ação por parcela, sendo que:
- A primeira será paga em 5 de maio, com data de corte em 22 de abril;
- A segunda ocorrerá em 2 de junho, com data de corte em 19 de maio.
A companhia alertou que os valores podem sofrer ajustes em virtude de alterações no número de ações em tesouraria.
Localiza (RENT3) aprova o pagamento de JCP de R$ 571,8 milhões
A Localiza (RENT3) informou ao mercado sobre a aprovação do pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) totalizando R$ 571,8 milhões. Este pagamento será destinado a investidores que mantiverem suas ações até a sexta-feira, dia 27.
O valor por ação será de R$ 0,5221 e o pagamento ocorrerá no dia 22 de maio, com a retenção de Imposto de Renda na fonte, exceto para acionistas que são isentos ou imunes.
A partir do dia 30 de março, as ações serão negociadas na condição “ex-JCP”, ou seja, os novos compradores não terão direito ao recebimento do valor referente ao JCP.
O comunicado também destacou que o valor por ação pode ser ajustado em decorrência de movimentações envolvendo ações em tesouraria, como programas de recompra ou exercício de opções de compra.
Oncoclínicas (ONCO3): Em meio às negociações com a Porto (PSSA3), acionista propõe aporte de R$ 500 milhões
A Oncoclínicas (ONCO3) anunciou ao mercado que seu acionista, o MAK Capital Fund LP, que detém aproximadamente 6,305% do capital social da empresa, manifestou interesse em realizar um aporte de cerca de R$ 500 milhões. A informação foi divulgada em um fato relevante na noite da terça-feira, dia 24.
No entanto, para que o aporte seja efetivado, é condição que seja convocada uma assembleia geral extraordinária (AGE) com cinco tópicos a serem discutidos.
Entre os tópicos, o acionista solicita a apresentação e discussão sobre a situação econômico-financeira da Oncoclínicas, além das medidas adotadas para renegociar vencimentos e garantir a operação da empresa. Também propõe a destituição dos atuais membros do conselho de administração, a definição do número de membros durante o mandato, a eleição de novos membros e a aprovação da qualificação dos conselheiros independentes.
A proposta de aporte do MAK Capital Fund LP também condiciona a indicação do presidente e do vice-presidente do conselho de administração.
Além disso, a Oncoclínicas ressalta que está comprometida em negociar transações societárias exclusivamente com a Porto Seguro (PSSA3) por um período de 30 dias.
“A diretoria da companhia e o conselho de administração tomarão as providências necessárias para a análise da regularidade da referida solicitação. A administração da companhia manterá seus acionistas e o mercado informados sobre o assunto”, afirmou a Oncoclínicas.
RD Saúde (RADL3) paga em 31 de março valores da venda de frações de ações de bonificação
A RD Saúde (RADL3) comunicou na terça-feira, dia 24, que os valores referentes à venda de frações de ações oriundas de bonificação serão creditados aos acionistas no dia 31 de março, na proporção das frações de ações que cada investidor possui.
As frações que sobraram foram reunidas em cerca de 14,9 mil ações ordinárias e vendidas em leilão realizado na B3 no dia 17 de março de 2026, resultando em um valor líquido aproximado de R$ 348,2 mil, equivalente a R$ 23,41 por ação.
Essas frações são frutos da bonificação aprovada em assembleia realizada em 22 de dezembro de 2025, quando a companhia emitiu cerca de 34,36 milhões de novas ações, distribuídas na proporção de uma ação para cada 50 ações detidas. Os papéis foram creditados aos acionistas em 26 de dezembro de 2025.
Os pagamentos serão realizados por meio de crédito em contas para acionistas que têm seus dados atualizados junto ao banco escriturador. Aqueles com cadastro desatualizado precisarão regularizar suas informações para poder receber os valores, enquanto os demais terão os recursos repassados pela B3 através das corretoras responsáveis pela custódia.
JSL (JSLG3) tem queda de 16,5% no lucro ajustado do 4º tri
A JSL (JSLG3), especializada em logística, divulgou que seu lucro líquido ajustado no quarto trimestre de 2025 foi de R$ 29,8 milhões, o que representa uma queda de 16,5% em comparação ao mesmo período de 2024, conforme o relatório de resultados divulgado na noite de terça-feira, dia 24.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado chegou a R$ 505,0 milhões nos últimos três meses de 2025, apresentando um crescimento de 16,4% em relação à base anual.
A receita líquida totalizou R$ 2,45 bilhões, com uma diminuição de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
A empresa informou que teve um capex líquido de R$ 14,5 milhões no quarto trimestre de 2025, comparado a R$ 108,6 milhões registrados no mesmo período de 2024. Além disso, novos contratos firmados somaram R$ 829 milhões nos últimos três meses de 2025.
Track&Field (TFCO4) aprova R$ 12,8 milhões em juros sobre capital próprio
A Track&Field (TFCO4) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) totalizando R$ 12,8 milhões. Essa decisão foi divulgada em um fato relevante na terça-feira, dia 24.
O valor bruto será de aproximadamente R$ 0,0085 por ação ordinária e R$ 0,0845 por ação preferencial, com a retenção de Imposto de Renda na fonte, exceto para acionistas que são isentos ou imunes.
Os acionistas que tiverem ações na data de 27 de março de 2026 terão direito ao pagamento. As ações serão negociadas na condição “ex-JCP” a partir de 30 de março de 2026, e o pagamento será realizado em 31 de maio de 2027.
Boa Safra (SOJA3) registra prejuízo no 4º tri em ambiente de menor margem no agro do Brasil
A empresa produtora de sementes Boa Safra (SOJA3) reportou um prejuízo de R$ 8,4 milhões no quarto trimestre de 2025. Essa situação foi causada pelo aumento nos custos de grãos e pelas despesas operacionais e financeiras, além da deterioração do preço médio de venda de seus produtos durante este período, conforme relatado pela empresa na noite de terça-feira, dia 24.
No relatório financeiro, o CEO e cofundador da Boa Safra, Marino Colpo, destacou que os resultados do ano anterior foram afetados por um ambiente econômico caracterizado por restrição de crédito e margens reduzidas dos agricultores, o que tem limitado a disposição para a compra de sementes com alta tecnologia.
Em 2025, a Boa Safra obteve um lucro líquido de R$ 101,1 milhões, refletindo uma queda de 37% em comparação a 2024, em um ano marcado por margens mais apertadas, aumento nos custos financeiros, taxas de frete mais altas e gastos operacionais elevados.
Polícia Federal mira CEO do Grupo Fictor em operação contra fraudes de R$ 500 milhões
A Polícia Federal (PF) deu início à operação “Fallax” na manhã desta quarta-feira, dia 25, visando Rafael de Gois, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor.
Esta ação se concentra em três estados — São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia — e contempla o cumprimento de 43 mandados de busca e apreensão, além de 21 mandados de prisão preventiva.
Na capital paulista, foram emitidos mandados de busca e apreensão em locais relacionados ao executivo, segundo informações do portal G1. O ex-sócio da Fictor, Luiz Rubini, também está entre os alvos da operação.
Segundo a PF, a operação pretende desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias direcionadas à Caixa Econômica Federal, além de ser investigada por crimes de estelionato e lavagem de dinheiro. O grupo é acusado de movimentar pelo menos R$ 500 milhões, segundo as informações divulgadas pela PF.
O Comando Vermelho também estaria utilizando o mesmo esquema de lavagem de dinheiro e é um dos alvos da operação.
Fonte: www.moneytimes.com.br

