Destaques Corporativos do Dia
Acordo entre Petrobras (PETR4) e Amazon (AMZO34) para Estudo de Combustíveis
A Petrobras (PETR4) firmou um acordo com a unidade da Amazon (AMZO34) no Brasil para desenvolver e implementar soluções de combustíveis de baixa emissão de carbono em suas atividades de logística no país. Esta informação foi divulgada pelas empresas em um comunicado na quarta-feira (1).
Entre os temas a serem abordados, as duas companhias poderão implementar programas-piloto que possibilitem a integração de combustíveis de baixa emissão de carbono na rede de transporte da Amazon.
A iniciativa ocorre em um momento em que a Petrobras busca explorar oportunidades de venda direta de combustíveis para grandes consumidores, visando acessar uma maior fatia do mercado e restabelecer a relação com os clientes finais, após a venda da BR Distribuidora, agora chamada de Vibra Energia, feita em anos anteriores.
Por meio de um Memorando de Entendimento (MOU), as empresas definiram diretrizes para identificar oportunidades que aproveitem a expertise em energia da Petrobras, em conjunto com a rede logística, tecnologia e compromisso com a descarbonização da Amazon Brasil.
Oi (OIBR3) e o Afastamento da Gestão em Processo de Recuperação Judicial
No intuito de evitar seu fechamento, a Oi (OIBR3) recorreu de uma decisão judicial da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro que determinou o afastamento da atual diretoria e abriu caminho para a liquidação da empresa. Em um agravo de instrumento, a Oi pedia a suspensão dessas medidas, mas teve o pedido negado, conforme comunicado divulgado nesta quinta-feira (2).
A decisão monocrática da Desembargadora Relatora da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro mantém o afastamento e a suspensão das obrigações extraconcursais da Oi pelo prazo de 30 dias.
Essas obrigações referem-se às dívidas que a Oi assumiu após o início do atual processo de recuperação judicial, que teve início em 2023. Embora a solicitação principal da Oi não tenha sido aceita, a magistrada estabeleceu uma medida cautelar que permite a indicação de até quatro diretores estatutários para permanecer na administração da Oi, com a função de auxiliar na transição determinada pelo juízo de recuperação judicial.
Essa nomeação visa mitigar o risco operacional imediato, proporcionando uma continuidade mínima na gestão enquanto a disputa judicial prossegue. A decisão também solicitou informações ao juízo de recuperação judicial e abriu vista às partes antes do julgamento do mérito do agravo, indicando que o mérito ainda não foi analisado.
Pedido de Encerramento do Chapter 15 Negado e Cancelamento de Assembleia Geral Extraordinária
O United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York (SDNY) negou o pedido da Oi (OIBR3) para encerrar o Chapter 15 que tramita em Nova York e para finalizar o reconhecimento desse processo como procedimento estrangeiro principal de cada uma das empresas do grupo, segundo anúncio feito nesta quinta-feira (2).
O Chapter 15 é um mecanismo que possibilita a empresas de outros países solicitarem proteção judicial nos tribunais norte-americanos. Neste caso, o mecanismo abrangia a Oi e suas subsidiárias, como a Portugal Telecom Finance BV e a Oi Brasil Holdings Coöperatief U.A.
A principal diferença entre o Chapter 15 e o Chapter 11 é que o primeiro reconhece o processo em andamento no Brasil, enquanto o segundo se refere a um processo de recuperação judicial diretamente nos Estados Unidos, sob a legislação de falências do país.
Com essa decisão, a companhia conserva o reconhecimento do processo de recuperação que enfrenta no Brasil, servindo como uma proteção para seus ativos fora do país. A decisão mantém válidas, na jurisdição dos EUA, as medidas e proteções relacionadas ao reconhecimento do processo de recuperação judicial brasileiro das empresas do Grupo Oi, concedido em março de 2023.
A Oi também informou ao mercado sobre o cancelamento da Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que votaria a proposta de grupamento de ações na proporção de 25 para 1. Se aprovada, essa seria a terceira reestruturação das ações nos últimos três anos. A empresa enfrenta dificuldades financeiras há anos e, mesmo com a venda de ativos, não conseguiu superar os problemas, com suas ações sendo negociadas a menos de R$ 1.
Oncoclínicas (ONCO3) Revela Projeções Financeiras e Estratégia de Recuperação
Enfrentando dificuldades financeiras, a Oncoclínicas (ONCO3) divulgou informações sobre seu futuro, apresentando projeções financeiras e planos para os trimestres seguintes e para os anos de 2026 e 2027.
O sucesso do plano depende da efetividade das iniciativas de desinvestimento e renegociação com o objetivo de reduzir o endividamento e recuperar a geração de caixa. Além disso, a companhia anunciou a rescisão de um contrato de locação que pode gerar uma economia de até R$ 300 milhões.
De forma geral, a Oncoclínicas espera alcançar uma receita líquida de R$ 6,98 bilhões até 2027, um crescimento de 11% se comparado à projeção de R$ 6,29 bilhões para 2026. Além disso, o lucro bruto deve aumentar, passando de R$ 2,1 bilhões em 2026 para R$ 2,34 bilhões em 2027. A margem bruta, que mede a eficiência operacional, deve evoluir de 32,9% no terceiro trimestre de 2025 para 33,5% em 2027, conforme as projeções da empresa.
O Ebitda ex-PILP (que exclui o plano de incentivo de longo prazo) deve alcançar R$ 1,255 bilhão em 2027, com a margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização aumentando de 15,4% para 18%.
Aura Minerals (AURA33) Lança Programa para Conversão de BDRs em Ações na Nasdaq
A Aura Minerals (AURA33) anunciou na quinta-feira (2) o lançamento de um Programa de Incentivo para Conversão de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) em Ações Ordinárias, permitindo que investidores convertam BDRs (AURA33) em ações ordinárias (AUGO), listadas na Nasdaq.
De acordo com o comunicado ao mercado, o programa terá duração de 32 dias, com vigência entre 6 de outubro e 6 de novembro de 2025, período designado como Período de Subsídio. Cada detentor de BDR terá direito a apenas um pedido de conversão, independentemente do número de BDRs que possui, e novas conversões serão de responsabilidade exclusiva do investidor.
A conversão ocorrerá na proporção de três BDRs para cada ação ordinária. Para referência, a ação nos Estados Unidos fechou o pregão do dia anterior a US$ 37, enquanto o BDR na B3 finalizou a R$ 65,80. As solicitações devem ser feitas unicamente durante o Período de Subsídio.
Sequoia (SEQL3) Adia Novamente a Divulgação de Resultados
A Sequoia Logística e Transportes (SEQL3) anunciou na quarta-feira (1) um novo adiamento na divulgação de seus resultados referentes ao primeiro e ao segundo trimestres de 2025. A divulgação, que estava inicialmente prevista para 1º de outubro de 2025, foi remarcada para 28 de outubro de 2025, com a possibilidade de antecipação.
Segundo a empresa, a atualização do cronograma ocorre em razão da necessidade de finalizar negociações em andamento com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que fazem parte do processo de recuperação extrajudicial da companhia, envolvendo a repactuação de dívidas e a busca por descontos em juros e multas.
MBRF (MBRF3) Finaliza Aquisição de Participação na Gelprime
A MBRF (MBRF3) informou na quarta-feira (1) que a MBR Investimentos, subsidiária 100% da BRF (BRFS3), finalizou a aquisição de uma participação de 50% no capital social da Gelprime, em uma operação avaliada em R$ 312,5 milhões, conforme anunciou em comunicado.
A empresa, que foi formada recentemente a partir da fusão da Marfrig com a BRF, ressaltou que a aquisição será realizada em duas etapas. Na primeira, 32% do capital da Gelprime foi transferido nesta quarta-feira. A participação restante será incorporada em 1º de novembro.
A Gelprime, criada em 2019, é uma sociedade dedicada à produção, comercialização e distribuição de gelatina e colágeno, através do processamento de matéria-prima de origem animal.
Fonte: www.moneytimes.com.br