Resultados Financeiros da Petrobras no Primeiro Trimestre de 2026
A Petrobras (PETR4) anunciou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma diminuição de 7,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme informações divulgadas pela empresa nesta segunda-feira, dia 11.
Receita de Vendas e Ebitda Ajustado
A receita de vendas totalizou R$ 123,7 bilhões entre janeiro e março, mostrando-se praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025, registrando uma leve alta de 0,4%.
O Ebitda ajustado da estatal foi de R$ 59,6 bilhões no trimestre, o que representa uma redução de 2,4% em base comparativa anual. Se excluídos eventos excepcionais, o Ebitda ajustado teve uma queda de 1%, atingindo R$ 61,7 bilhões.
Fluxo de Caixa Operacional e Livre
O fluxo de caixa operacional da companhia alcançou R$ 44 bilhões, o que reflete uma queda de 10,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de caixa livre recuou 22,9%, totalizando R$ 20,1 bilhões.
Dívida Líquida e Indicadores de Desempenho
A dívida líquida da Petrobras aumentou 10,8%, alcançando um total de US$ 62,1 bilhões.
Durante o período analisado, o preço médio do barril de petróleo Brent subiu 6,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025, atingindo US$ 80,61. Em contrapartida, o dólar médio de venda diminuiu 9,9%, ficando em R$ 5,26.
O retorno sobre o capital empregado (ROCE) foi de 6,7%, apresentando um leve aumento em relação aos 6,5% registrados um ano antes.
Resultados Considerados ‘Sólidos’
A empresa caracterizou seus resultados financeiros como “sólidos”, destacando que esses números foram sustentados por uma forte performance operacional e pela valorização do real frente ao dólar.
Exportações e Expectativas Futuras
A Petrobras informou que fechou o trimestre com um saldo de exportações em andamento de 81 mil barris por dia, com uma expectativa de concretização no segundo trimestre de 2026.
A estatal enfatizou que o recente aumento dos preços do petróleo e o recorde de produção não se refletiram de imediato nas receitas do primeiro trimestre. Segundo a companhia, existe uma defasagem natural entre o embarque e o reconhecimento das vendas de petróleo, o que ocorre apenas quando há a transferência de titularidade da carga nos portos de destino.
Além disso, a empresa ressaltou que os efeitos decorrentes do aumento recente dos preços do petróleo ainda não foram percebidos devido à lógica de precificação das exportações. No mercado asiático, que é o principal destino das exportações da Petrobras, os preços são geralmente definidos com base nas cotações do mês anterior à chegada da carga.
Dessa forma, a Petrobras projeta que a elevação dos preços, após o início do conflito no Oriente Médio, será refletida nas exportações do segundo trimestre de 2026.
Fonte: www.moneytimes.com.br

