Ações da Petrobras Caem na B3 e ADRs Recuam em Nova York
A quarta-feira, dia 8 de outubro, foi marcada por movimentos mistos no setor de energia, com o petróleo registrando ganhos moderados, enquanto as ações da Petrobras (BOV:PETR4) | (BOV:PETR3) | (NYSE:PBR) | (NYSE:PBR.A) encerraram o dia em queda. Apesar da valorização das commodities, investidores aproveitaram o momento para realizar lucros após uma sequência positiva recente. Além disso, o cenário internacional trouxe sinais de desaceleração na demanda global.
Desempenho das Ações na B3
Na bolsa de valores brasileira, conhecida como B3, os papéis preferenciais da Petrobras, que são identificados como PETR4, recuaram 0,62%, sendo negociados a R$ 30,64. A ação oscilou durante o dia, atingindo uma mínima de R$ 30,50 e uma máxima de R$ 31,08. Por outro lado, as ações ordinárias, identificadas como PETR3, apresentaram uma queda mais acentuada de 1,18%, encerrando o dia a R$ 32,53, após alcançar uma mínima de R$ 32,47 e uma máxima de R$ 33,12. O volume total negociado superou 25 milhões de ações, o que indica um forte giro financeiro e a presença significativa de investidores institucionais.
Queda dos ADRs em Nova York
No mercado externo, a tendência foi semelhante. Na Bolsa de Nova York (NYSE), os recibos de ações (ADRs) da Petrobras, identificados como PBR, caíram 0,51%, com um preço de fechamento a US$ 12,22, enquanto as ações PBR.A registraram uma queda de 0,52%, finalizando a R$ 11,46. Esse comportamento é consistente com o observado no pregão brasileiro, onde investidores ajustaram suas posições após as altas recentes e reagiram ao leve fortalecimento do dólar em relação ao real.
Commodities em Alta e Preços das Ações
O contraste entre o desempenho da Petrobras e a valorização das commodities chamou a atenção dos analistas. O preço do Óleo Brent (CCOM:OILBRENT) encerrou o dia cotado a US$ 65,905, apresentando uma alta de 0,50%, enquanto o Petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE) subiu 0,04%, finalizando a US$ 61,925. Apesar da leve valorização do petróleo, os preços das ações da estatal refletiram um movimento técnico, mais do que fundamental, em que o mercado precificou ajustes de curto prazo e analisou as expectativas em relação à política de dividendos da empresa.
Fatores que Influenciam o Desempenho da Petrobras
Diversos fatores influenciaram o desempenho das ações da Petrobras no dia. Analistas destacaram as preocupações relacionadas à evolução da demanda global e à produção local, especialmente após o aumento dos estoques de combustíveis no Brasil. Houve, ainda, rumores sobre potencial mudança na estrutura de preços internos da estatal, que reacenderam o debate sobre a política de paridade internacional e como isso poderia impactar a margem de refino da empresa.
Desempenho de Outras Companhias do Setor
Outras companhias do setor de exploração e produção também encerraram o dia com quedas. A PRIO (BOV:PRIO3) caiu 0,29%, fechando a R$ 37,62, enquanto a PetroRecôncavo (BOV:RECV3) recuou 0,96%, finalizando a R$ 12,34, acompanhando a tendência de cautela no segmento. A Brava Energia (BOV:BRAV3) foi a que teve o pior desempenho, registrando uma queda de 3,04%, encerrando o dia a R$ 16,90.
Queda das Grandes Petroleiras no Exterior
No exterior, as grandes petroleiras também apresentaram recuos generalizados. A Exxon Mobil (NYSE:XOM) teve uma queda de 0,13%, sendo negociada a US$ 114,10. A Chevron (NYSE:CVX) caiu 0,59%, encerrando a R$ 153,99, enquanto a ConocoPhillips (NYSE:COP) desvalorizou 1,55%, fechando a R$ 93,75. Na Europa, a BP (LSE:BP) registrou uma queda de 1,29%, cotada a US$ 34,52, e a Equinor ASA (TG:EQNR) recuou 2,27%, finalizando a R$ 24,81. Dentre as poucas exceções que apresentaram resultados positivos, a TotalEnergies (NYSE:TTE) subiu 0,49%, a US$ 51,12, e a ENI (BIT:E) avançou 0,11%, sendo negociada a US$ 35,54.
Comparação com o Desempenho Global
Quando comparado, o desempenho das ações da Petrobras foi inferior à média global do setor, especialmente em relação às empresas europeias, que se beneficiaram da valorização do euro. Apesar disso, a estatal permanece como uma das ações de maior liquidez e relevância na B3, mostrando uma forte correlação com o comportamento das commodities energéticas.
Importância da Análise de Fatores Internos
Para investidores e analistas, a movimentação do dia reforça a importância de não apenas acompanhar as variações no preço do barril, mas também considerar fatores internos que podem afetar o desempenho da empresa. Isso inclui decisões de gestão, ajustes fiscais e política de preços. O cenário global continua volátil, e a Petrobras se mantém como uma das protagonistas entre as blue chips brasileiras, refletindo a sensibilidade do mercado a cada variação nas cotações do petróleo.
Fonte: br.-.com


