Captura de Maduro e a Indústria Petrolífera
O governo do então presidente Donald Trump não manteve contato com as empresas petrolíferas ExxonMobil, ConocoPhillips ou Chevron a respeito da Venezuela, nem antes nem depois da captura do líder Nicolás Maduro pelas forças armadas dos Estados Unidos, ocorrida na madrugada de 3 de janeiro. Essa informação foi replicada por quatro executivos do setor petrolífero que possuem conhecimento sobre o tema.
Declarações e Contradições
As revelações dos executivos contradizem a declaração feita por Trump enquanto estava a bordo do Air Force One no dia 4 de janeiro. O presidente afirmou que havia dialogado com todas as empresas petrolíferas americanas a respeito de potenciais investimentos no país, tanto antes quanto após a detenção de Maduro.
Um dos executivos consultados declarou: "Ninguém nessas três empresas conversou com a Casa Branca sobre operar na Venezuela, antes ou depois da deposição, até o momento." Essa afirmação sugere que não houve a colaboração ou o alinhamento mencionado pelo presidente.
Conhecimento da Operação Militar
As fontes adicionais confirmaram que as três empresas não estavam cientes da operação militar americana prévia à captura de Maduro. Elas também indicaram que não houve diálogo com a administração Trump sobre qualquer investimento na Venezuela até o mencionada data de 4 de janeiro. A confidencialidade dessas informações levou as fontes a solicitarem anonimato em razão da delicadeza do assunto.
Resposta da Casa Branca
Até o momento, a Casa Branca não se manifestou em resposta ao pedido de comentário relacionado às informações divulgadas pelos executivos da indústria petrolífera. Essa ausência de resposta deixa em aberto diversas questões sobre as atividades e os planejamentos do governo Trump em relação à Venezuela e ao setor petrolífero.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


