Petróleo cai mais de 1% nesta quinta-feira (11/12) devido a preocupações sobre a oferta global

Petróleo cai mais de 1% nesta quinta-feira (11/12) devido a preocupações sobre a oferta global

by Ricardo Almeida
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WTI e Brent encerram o dia em baixa. Petrobras cai na B3 e ADRs acompanham movimento negativo em Nova York.

O mercado internacional de petróleo passou por uma forte pressão na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, com os investidores reagindo a novas evidências que indicam uma oferta abundante no curto prazo. Desde a abertura do mercado, o clima foi negativo, refletindo os dados de estoques nos Estados Unidos e o enfraquecimento das expectativas de demanda. A combinação de receios macroeconômicos e um fluxo consistente de vendas fez com que as cotações se desvalorizassem ao longo da tarde.

O Óleo Brent (CCOM:OILBRENT) apresentou uma tendência de queda durante todo o dia, encerrando a sessão cotado a US$ 61,45, após oscilações que variaram entre uma máxima de US$ 62,46 e mínima de US$ 60,64. Durante este período, o contrato registrou uma perda de US$ 0,95, representando um recuo de 1,52% em comparação ao pregão anterior. O Petróleo WTI (CCOM:OILCRUDE) seguiu a mesma tendência, fechando a US$ 57,77 após alcançar uma máxima de US$ 58,80 e mínima de US$ 56,90, resultando em uma retração diária de 1,45%, equivalente a US$ 0,85.

No Brasil, as ações da Petrobras (BOV:PETR3) | (BOV:PETR4) | (NYSE:PBR) | (NYSE:PBR.A) reagiram imediatamente ao enfraquecimento das commodities. As ações PETR3 caíram para 32,88, apresentando uma baixa de 2,03%, enquanto PETR4 encerrou o dia cotada a 31,26, uma queda de 2,13%, com um significativo volume de negociação na bolsa. Os ADRs negociados na NYSE também refletiram esse clima negativo: PBR fechou a US$ 12,19 (-0,33%) e PBR.A terminou o dia cotada a US$ 11,62 (-0,34%).

Além disso, entre outras produtoras brasileiras listadas na B3, o clima também foi de correção. A PRIO (BOV:PRIO3) recuou para 38,93 (-1,69%), enquanto a Petroreconcavo (BOV:RECV3) caiu para 10,63 (-2,12%). A Brava Energia (BOV:BRAV3) também encerrou o dia em baixa, cotada a 13,43, representando uma queda de 1,68%. A PET Manguinhos (BOV:RPMG3) foi uma das poucas exceções, apresentando um avanço de 0,47%, fechando a 2,15.

No cenário internacional, grandes petroleiras globais também enfrentaram perdas, acompanhando a queda das referências internacionais. A ConocoPhillips (NYSE:COP) terminou o dia cotada a 96,71 (-0,09%), a Chevron (NYSE:CVX) caiu para 150,85 (-0,37%). A Exxon Mobil (NYSE:XOM) teve uma leve alta, fechando a 119,60 (+0,05%). A britânica BP (LSE:BP) recuou para 35,53 (-0,98%). A empresa norueguesa Equinor ASA (TG:EQNR) teve uma queda de 1,04%, fechando a 22,76, enquanto a francesa TotalEnergies (EU:TTE) terminou o dia praticamente estável, a 55,84 (+0,04%). A Shell (LSE:SHEL) apresentou uma ligeira correção, fechando a 72,86 (-0,03%).


Fatores que influenciaram os preços do petróleo

  • Oferta elevada: Novas projeções que indicam estoques globais superiores à média histórica mantiveram o mercado sob pressão, ampliando a percepção de excesso de oferta para o início de 2026.
  • Relatórios internacionais: Atualizações da Opep e da AIE revisaram ligeiramente para cima as expectativas de demanda global, mas reforçaram a perspectiva de um balanço ainda folgado entre oferta e consumo.
  • Dados dos EUA: Indicações de desaceleração econômica nos Estados Unidos, com pedidos de auxílio-desemprego que superaram as expectativas e uma queda nas importações, diminuíram o apetite por risco entre os investidores.
  • Ruídos geopolíticos: As tensões envolvendo a Venezuela, os Estados Unidos e ataques a petroleiros relacionados ao comércio russo adicionaram volatilidade ao mercado, mas não foram suficientes para elevar os preços.
  • Petroleiros sem comprador: De acordo com o monitoramento da Vortexa, mais de 1,4 bilhão de barris estavam em trânsito sem comprador definido, representando um aumento de 24% em relação à média para o período, o que reforça o quadro de excesso de oferta no setor.

O desempenho apresentado nesta quinta-feira ilustra, mais uma vez, a sensibilidade do mercado brasileiro em relação ao comportamento das commodities energéticas. Com a Petrobras exercendo uma influência considerável sobre o Ibovespa, a dinâmica do petróleo continua a ser um fator determinante para as expectativas dos investidores locais. Para monitorar cotações, gráficos e variações em tempo real, consulte a Central de Commodities da -.


A análise acima foi realizada pela ferramenta AI – – Intelligence. A AI é reconhecida como uma das principais fornecedoras de análises financeiras e pesquisa, impulsionada por Inteligência Artificial, disponíveis no mercado.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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