Negociações e Preços do Petróleo
Os preços do petróleo encerraram as negociações desta segunda-feira, 18 de dezembro, em alta, impulsionados por notícias contraditórias sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irã a respeito de um cessar-fogo, além de incertezas relativas à reabertura do Estreito de Ormuz.
Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, que serve como referência para o mercado internacional, para o mês de julho, fecharam com um aumento de 2,60%, atingindo o valor de US$ 112,10 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), localizada em Londres.
Por outro lado, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho apresentaram uma alta de 3,33%, atingindo US$ 104,38 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
O que impulsionou o petróleo?
O impasse nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã voltou a atrair a atenção dos investidores.
No último domingo, 17 de dezembro, o presidente norte-americano, Donald Trump, fez ameaças de novos ataques contra o país persa. Em uma postagem na rede social Truth Social, ele mencionou: “Para o Irã, o relógio está correndo e é melhor eles se mexerem rápido, ou não sobrará nada deles. O tempo é fundamental!”.
Na manhã de hoje, o Paquistão, que está atuando como mediador nas negociações entre as duas nações, enviou uma proposta do Irã aos EUA, conforme informou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei. Ele relatou que as intenções de Teerã foram “transmitidas ao lado norte-americano por meio do Paquistão”, embora sem fornecer maiores detalhes.
Além disso, a agência de notícias Tasnim reportou que os Estados Unidos estariam dispostos a suspender temporariamente as sanções petrolíferas impostas ao Irã.
No entanto, em declaração ao New York Post no início da tarde, Trump afirmou que “não está aberto” a quaisquer concessões para o Irã.
No final da tarde, o presidente norte-americano anunciou que adiou um ataque militar contra o Irã após pedido de autoridades do Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
Fonte: www.moneytimes.com.br

