Preços do Petróleo Sobem com Tensão entre EUA e Irã
Os preços do petróleo encerraram o pregão desta quarta-feira, dia 10, em alta, impulsionados pelas novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de realizar novos ataques ao Irã.
Aumento nos Preços
O contrato mais líquido do petróleo Brent, que serve como referência para o mercado internacional, registrou uma alta de 1,8%, alcançando o valor de US$ 93,10 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho também teve um desempenho positivo, com um aumento de 2,07%, atingindo US$ 90,03 por barril.
As variações nos preços do petróleo foram reflexo da crescente escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã.
Conflitos entre EUA e Irã
Nesta madrugada, os dois países trocaram ataques. Após uma ofensiva dos Estados Unidos na região sul do Irã, forças iranianas atingiram bases militares norte-americanas localizadas no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que retaliará com força caso um acordo de paz não seja alcançado. “Vamos atacá-los, atacá-los com muita força, retomando os bombardeios”, declarou Trump a repórteres na Casa Branca, mencionando o abate de um helicóptero Apache pelo Irã no Estreito de Ormuz.
Por outro lado, o governo iraniano acusou os Estados Unidos de violar sua soberania nacional após os recentes ataques em áreas do sul do Irã, indicando que irá reavaliar o futuro das negociações com os EUA.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou a ação militar americana e afirmou que o país mantém o direito de se defender, ameaçando responder aos ataques.
Implicações para o Mercado
As tensões entre os dois países influenciam diretamente o mercado de petróleo, causando incertezas que podem afetar os preços globalmente. A situação atual reforça a vulnerabilidade do setor, destacando a importância das questões geopolíticas nas oscilações de preços.
Fonte: www.moneytimes.com.br