Avanços nos Preços do Petróleo
No primeiro dia de negociações do ano de 2026, os preços do petróleo apresentaram uma leve alta. Isso ocorreu após um ano anterior em que os valores enfrentaram a maior queda anual desde 2020. A deterioração no mercado foi impulsionada pela ação de drones ucranianos que atacaram instalações petrolíferas na Rússia, além do bloqueio imposto pelos Estados Unidos sobre as exportações de petróleo da Venezuela.
Dados do Mercado
Os contratos futuros do petróleo Brent aumentaram 42 centavos na sexta-feira, dia 2, alcançando US$ 61,27 por barril às 07h14 GMT. Da mesma forma, o petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), originário dos Estados Unidos, foi negociado a US$ 57,84 por barril, também apresentando um crescimento de 42 centavos.
Tensões entre Rússia e Ucrânia
No contexto da guerra, Rússia e Ucrânia trocaram acusações sobre ataques direcionados a civis no Dia de Ano-Novo. Isso ocorreu apesar de negociações supervisionadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que visam encerrar o conflito que perdura há quase quatro anos. Durante os últimos meses, a cidade de Kiev intensificou os ataques a instalações energéticas na Rússia, buscando minar as fontes de recursos financeiros usadas por Moscou em sua iniciativa militar na Ucrânia.
Sanções Americanas sobre a Venezuela
Em uma recente ação por parte do governo Trump para aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, os Estados Unidos impuseram, no último dia de 2025, novas sanções. Essas restrições foram aplicadas a quatro empresas e a navios-tanque de petróleo associados ao setor petrolífero venezuelano, conforme afirmado pelo governo americano.
Cenário no Oriente Médio
No Oriente Médio, uma crise envolvendo os produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), especificamente a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, se aprofundou. Essa crise está relacionada ao Iémen e foi marcada pela suspensão de voos no aeroporto de Áden na última quinta-feira. Esse evento ocorreu antes de uma reunião virtual da Opep e de seus aliados, conhecida como Opep+, que está agendada para a segunda-feira, dia 4.
Os comerciantes de petróleo esperam que a Opep+ opte por manter uma pausa nos aumentos da produção durante o primeiro trimestre do ano. June Goh, analista sênior da Sparta Commodities, ressaltou que “2026 será um ano importante para avaliar as decisões da Opep+ no equilíbrio da oferta”. Ela acrescentou que, devido à expectativa de que a China continue formando estoques de petróleo bruto no primeiro semestre do ano, isso pode oferecer suporte aos preços do petróleo.
Perdas em 2025
Durante o ano de 2025, os preços de referência do Brent e do WTI registraram perdas anuais aproximadamente de 20%. Essa foi a queda mais acentuada desde o ano de 2020. As preocupações relacionadas ao excesso de oferta e às tarifas elevados teve um peso maior em comparação aos riscos geopolíticos. Para o Brent, esse resultado teve um impacto ainda mais significativo, já que se trata da terceira queda consecutiva de preços, marcando a mais longa sequência negativa já observada.
Expectativas Futuras
Segundo Suvro Sarkar, analista de energia do DBS, “por enquanto, esperamos um ano bastante sem emoção para os preços do petróleo (Brent), operando dentro de uma faixa entre US$ 60 e US$ 65 por barril”. Ele também destacou que “o primeiro trimestre será fundamentalmente fraco”, alertando que quaisquer ressurgimentos de tensões geopolíticas serão considerados apenas como eventos momentâneos que, embora possam provocar algumas recuperações de curto prazo, não devem resultar em movimentos significativos no mercado.
Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova, explicou que a contenção nos preços reflete uma disputada entre os riscos geopolíticos de curto prazo e os fundamentos de mercado de longo prazo, que indicam um excesso de oferta antes da reunião da Opep+. Ela previu que os preços do WTI devem permanecer na faixa de US$ 55 a US$ 65 por barril no primeiro trimestre.
Produção de Petróleo nos Estados Unidos
A produção de petróleo nos Estados Unidos alcançou um recorde de 13,87 milhões de barris por dia em outubro, conforme informou a Administração de Informação de Energia (EIA) na última quarta-feira. O mesmo relatório indicou que os estoques de petróleo bruto caíram, enquanto os níveis de estoques de gasolina e destilados aumentaram na semana anterior, impulsionados por uma atividade de refino robusta, de acordo com o que foi relatado pela EIA.
Fonte: www.moneytimes.com.br