Queda nos Preços do Petróleo
Os preços do petróleo estão enfrentando uma expressiva queda nesta quarta-feira, dia 6, e estão prestes a perder a marca de US$ 100 por barril. As movimentações no mercado estão sendo influenciadas por notícias sobre um possível acordo de paz definitivo entre os Estados Unidos e o Irã.
Por volta das 11h20 (horário de Brasília), os contratos mais líquidos do petróleo Brent, que serve como referência para o mercado internacional, registravam uma queda de 7,24%, cotados a US$ 101,91 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), localizada em Londres.
Os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para junho apresentavam uma redução de 7%, sendo negociados a US$ 95,10 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos, no mesmo horário.
Acordo de Paz no Oriente Médio
Os Estados Unidos e o Irã estão próximos de firmar um acordo referente a um memorando de uma página que visa encerrar o conflito no Golfo. Essa informação foi divulgada por fontes da Bloomberg e do Axios.
O porta-voz do comitê de política externa e segurança nacional do Parlamento do Irã, Ebrahim Rezaei, fez uma publicação em sua conta no X, afirmando que o acordo para pôr fim à guerra representa mais uma lista de desejos do que uma realidade concreta.
Rezaei expressou que “o texto do Axios é mais uma lista de desejos norte-americanos do que uma realidade; os norte-americanos não ganharão nada em uma guerra que estão perdendo que não tenham conseguido conquistar em negociações diretas”.
Além disso, a agência de notícias ISNA informou que o Irã está avaliando uma proposta dos EUA e que deve transmitir suas considerações ao mediador, que é o Paquistão, conforme divulgado por um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano. No entanto, até o presente momento, não houve uma resposta formal por parte do Irã, conforme indicado pela agência Tasnim.
Adicionalmente, de acordo com informações da Reuters, Israel não tinha ciência de um possível acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Em contrapartida, Israel estaria se preparando para um aumento nos combates, conforme relatado por uma fonte da agência.
Fonte: www.moneytimes.com.br